A delação premiada do empresário potiguar Fred Queiroz foi enviada pelo Ministério Público Federal à Procuradoria Geral da República. Após a conclusão da peça, o procurador Rodrigo Janot deverá encaminhá-la ao Supremo Tribunal Federal (STF) para homologação.
Após acordo de delação, o MPF vai propor à Justiça que Fred Queiroz, a
esposa, Érika Nesi, e o filho do casal, Matheus Nesi, tenham perdão
judicial.
O instituto do perdão judicial ocorre quando o magistrado reconhece
que houve a prática do crime e condena os envolvidos, sem, no entanto,
aplicar a pena de prisão.
Em sua delação, Fred Queiroz teria narrado, em depoimento, detalhes
de contratos fraudulentos de sua empresa em campanhas eleitorais no Rio
Grande do Norte. Fred é dono da empresa Pratika Locações, apontada como a
principal responsável pela lavagem de dinheiro vindo de doações legais e
ilegais de campanhas do ex-ministro. Ele foi preso juntamente com
Henrique Eduardo Alves, na Operação “Manus”. Desde sexta-feira (23),
Fred está solto.
O acordo é classificado por
investigadores como fatal para Alves. O empresário ainda detalhou saques
de propina que fez em espécie em caixas de bancos
Sobre a participação dele na campanha à reeleição do atual prefeito
Carlos Eduardo, Fred também narrou detalhes do contrato da empresa dele
com a campanha.
Portal Noar e Folha de São Paulo
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