sábado, 29 de agosto de 2020

Classe média abate R$ 88 bilhões do IR em despesas médicas por ano

 Contribuintes brasileiros tiveram no ano passado R$ 88,01 bilhões abatidos do Imposto de Renda a partir da declaração de despesas com saúde. Os dados são do Sindifisco, entidade que representa auditores fiscais da Receita Federal. A dedução média é de R$ 2.908 por pessoa, considerando o valor total de deduções dividido pelos mais de 30 mil contribuintes brasileiros. Não são todos, no entanto, que se beneficiam com esse abatimento.

O Sindifisco classificou como “desatino” a ideia do governo de extinguir as deduções com gasto médico do Imposto de Renda para financiar o Renda Brasil. Para o sindicato, a mudança estudada pelo ministro Paulo Guedes (Economia) significa “aumento de impostos para assalariados e sobretudo para aposentados na faixa acima de 60 anos”.

De acordo com dados do sindicato, a faixa etária que mais tem deduções com gastos médicos é a de 51 a 60 anos, tanto entre homens como entre as mulheres.

Para a entidade, a proposta de Guedes irá impactar principalmente a parcela da população que está nas primeiras faixas de renda que se exigem declaração de IRPF.

Como os mais ricos não pagam IRPF, não têm sobre o que deduzir, e não serão afetados pela medida proposta por Guedes. O assalariado, por sua vez, está submetido à alíquota máxima de 27,5%, a partir de R$ 4.664,68 por mês“, diz o Sindifisco. “Em resumo, a medida propõe tirar da classe média assalariada os recursos para bancar o Renda Brasil, e especialmente dos idosos, que são o grupo que mais utiliza a dedução das despesas médicas“.

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