Presidente nacional do PSB afirma que partido apresentou demandas administrativas e políticas ao PT

“Esse acordo também pressupõe reciprocidade de interesses de ambos os lados. Nós há muito tempo, já há alguns meses colocamos para o PSB as demandas que nós temos para o PT. E até agora nós não temos resposta definitiva sobre nenhuma delas”, definiu Siqueira.
As declarações do presidente foram dadas em entrevista ao programa CBN em Foco, da rádio CBN.
Aliança depende de demandas
Nacionalmente PT e PSB se esforçam para articular uma aliança nacional que pode resultar na formação de uma chapa presidencial e no acordo eleitoral em alguns dos estados. Até o momento, lideranças partidárias têm se reunido e as direções executivas das legendas, tirado resoluções positivas sobre as alianças, mas a definição do acordo ficou mesmo para 2022. Segundo Siqueira, foram colocadas para o PT duas demandas, uma administrativa e uma política.
“Nós queremos participar do debate sobre o programa de governo, porque não vamos apoiar um provável presidente da República que poderá vir a ser presidente e portanto terá que ter um presidente e esse programa nós precisamos participar dele também e dar nossas sugestões”, disse o socialista sobre a demanda relacionada à gestão.
“E em segundo lugar temos uma série de demandas eleitorais que é o apoio do PT aos nossos candidatos em 5 Estados: São Paulo, Pernambuco, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul”, lembrou.
“Na verdade nós já apoiamos o PT ou iremos apoiar o PT, provavelmente, também em 5 Estados, podemos apoiar até em mais, mas atualmente já tem como quase definido se as conversas prosseguirem apoiamos o PT na Bahia, no Piauí, no Sergipe, no Rio Grande do Norte, no Ceará. Portanto, o PSB tem condições eleitorais de dar um apoio tanto no plano nacional quanto no plano dos Estados a candidatos do PT. Nada mais justo do que haja uma reciprocidade e o PT nos apoie nesses cinco lugares que estamos a pedir”, completou o líder socialista ao falar da demanda eleitoral.
Blog da Folha
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