Outro fator que chama atenção é o crescimento expressivo da Dívida Consolidada Líquida (DCL) ao longo dos anos. Em 2016, último ano da gestão da ex-prefeita Evilásia Gildênia, o município registrava uma dívida de R$ 3.015.451,11, com uma Receita Corrente Líquida (RCL) de R$ 21.676.113,78 — o que representava um nível de endividamento de 13,91%.
Já em 2024, ao final da gestão do ex-prefeito Rivelino Câmara, a DCL saltou para R$ 28.104.197,90, enquanto a RCL atingiu R$ 49.041.554,79, elevando o comprometimento para 57,31%. Na prática, isso significa que mais da metade das receitas do município já estava comprometida com dívidas.
Com esse avanço, o comprometimento da receita municipal com dívidas chegou a aproximadamente 83,94%, ou seja, de cada R$ 1 arrecadado, cerca de R$ 0,84 são destinados ao pagamento de obrigações financeiras, restando uma margem reduzida para investimentos e manutenção de serviços essenciais.
O município figura atualmente entre os mais endividados do Rio Grande do Norte, ocupando a terceira posição, conforme dados do Tesouro Nacional. Especialistas apontam que o cenário evidencia a prática de rolagem de dívidas e a ausência de um planejamento financeiro consistente a médio e longo prazo.
Diante desse contexto, cresce a preocupação com a sustentabilidade fiscal do município e com a capacidade da gestão em reverter o quadro.
A série de reportagens do RN Política em Dia continuará abordando o tema, com foco, na próxima edição, nas dívidas previdenciárias do município junto ao fundo próprio e ao INSS.
Fonte: SICONFI (Tesouro Nacional), SIAI/TCE-RN e RN Política em Dia
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