Uma mulher de 44 anos foi presa preventivamente na tarde da última quinta-feira (18), no município de Marcelino Vieira, na região do Alto Oeste do Rio Grande do Norte, suspeita de praticar maus-tratos, tortura e morte de animais para a produção e comercialização de conteúdo na internet.
A prisão foi realizada após uma investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN). As autoridades não divulgaram a identidade da suspeita.
De acordo com as investigações, a mulher utilizava plataformas digitais para publicar vídeos relacionados à vida rural. No entanto, em áreas restritas e destinadas a assinantes pagantes, ela disponibilizava conteúdos que exibiam cenas explícitas de violência contra animais.
Segundo o MPRN, entre os animais vítimas dos maus-tratos estavam galinhas, cães, gatos, preás e capivaras. Os investigadores identificaram registros que mostravam práticas consideradas extremamente cruéis, incluindo o abate de aves por meio de torção do pescoço e pisoteamento.
"Os materiais indicavam que os animais continuavam apresentando sinais de sofrimento mesmo após as agressões", informou o Ministério Público em nota.
As apurações revelaram ainda que a suspeita oferecia vídeos personalizados mediante pagamento, produzidos de acordo com pedidos feitos por seguidores. Além do acesso ao conteúdo, assinantes podiam sugerir métodos de agressão e morte dos animais.
O canal utilizado pela investigada estaria ativo desde 2021 e, conforme as autoridades, gerava receita por meio de assinaturas e da venda de materiais exclusivos.
Em nota, o Ministério Público destacou que a investigação apontou indícios de que a suspeita demonstrava satisfação durante a prática dos atos de violência, comportamento que, segundo especialistas, pode estar associado ao chamado "zoosadismo", termo utilizado na literatura psicológica e psiquiátrica para descrever o prazer obtido a partir do sofrimento de animais.
O caso segue sob investigação, e a suspeita poderá responder por diversos crimes relacionados a maus-tratos e crueldade contra animais, além de outras possíveis infrações que venham a ser identificadas no decorrer do processo.
Fonte: G1 Rio Grande do Norte
Foto: Reprodução.
Nenhum comentário:
Postar um comentário