Foto: Divulgação
O planejamento da maternidade tem acontecido cada vez mais cedo entre as mulheres no Rio Grande do Norte. No DNA Fértil, referência em reprodução assistida no Rio Grande do Norte, especialistas observam um crescimento na procura pelo congelamento de óvulos por pacientes com menos de 35 anos, refletindo uma mudança no perfil de quem busca preservar a fertilidade.
Segundo a especialista em reprodução assistida do DNA Fértil, Dra. Elle Rejane, a decisão está ligada às transformações da vida moderna. “Muitas mulheres priorizam a carreira, a formação acadêmica ou a estabilidade financeira antes da maternidade. Outras ainda não encontraram o parceiro ou a parceira com quem desejam formar uma família. O congelamento de óvulos passou a ser uma ferramenta de planejamento de vida”, explica.
A médica destaca que, embora a maior parte das pacientes ainda esteja entre 33 e 37 anos, cresce o número de mulheres que procuram orientação antes dessa faixa etária. “Do ponto de vista médico, essa é uma excelente notícia. Quanto mais jovem a mulher realiza o congelamento, melhores as chances futuras de um bebê em casa e saudável, já que os óvulos preservam a qualidade da idade em que foram coletados.”
A recomendação se baseia na própria biologia feminina. A mulher nasce com um número determinado de óvulos e, a partir dos 35 anos, ocorre uma aceleração na redução da quantidade e da qualidade dessas células, diminuindo as chances de gravidez natural e aumentando o risco de alterações cromossômicas.
Para Dra. Elle Rejane, o maior avanço é a mudança de comportamento das pacientes. “Antes, muitas mulheres só procuravam ajuda quando enfrentavam dificuldades para engravidar. Hoje, elas buscam informações de forma preventiva, o que amplia as possibilidades de planejamento reprodutivo.”
Ela reforça que o congelamento de óvulos não representa uma garantia de gravidez futura, mas aumenta as possibilidades de sucesso quando comparado ao adiamento da maternidade sem preservação da fertilidade.
“O mais importante é que a mulher conheça sua reserva ovariana e tenha acesso às informações necessárias para tomar uma decisão consciente. Planejar a fertilidade é cuidar do futuro com autonomia e tranquilidade”, conclui.
BLOG DO BG
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