
Foto: Reprodução
Jalen Godard, de 29 anos, ligou para a polícia informando que a sua picape havia sido roubada num estacionamento em Baltimore (Maryland, EUA).
“Coincidentemente”, a polícia recebe praticamente ao mesmo tempo uma denúncia sobre arrombamento de uma loja da Verizon na mesma região.
Imagens de câmera corporal divulgadas pelo Departamento de Polícia do Condado de Howard mostram Jalen abordando os policiais assim que eles chegaram ao local.
“Alguém roubou minha picape”, disse ele aos agentes, alegando que estava numa lanchonete do McDonald’s próxima quando alguém levou o seu veículo estacionado.
A gravação da polícia corta então para os policiais examinando a loja da Verizon arrombada. Um investigador notou sangue numa janela quebrada, usada aparentemente pelo ladrão para entrar no local.
Voltando a Jalen… A explicação dele não fazia muito sentido. Chamou atenção o fato de Jalen não tirar a mão esquerda de um dos bolsos da calça de moletom.
“Posso ver suas mãos rapidinho?”, perguntou um dos policiais.
Astuto, Jalen mostrou apenas a mão direita. Foi quando o policial pediu para ver a outra mão.
“Coincidentemente”, a mão de Jalen estava coberta de sangue. Os policiais deram voz de prisão a ele na mesma hora.
“Você estava naquela loja da Verizon? Porque tem sangue na sua mão e sangue nos seus óculos”, perguntou o policial responsável pela prisão, de forma incisiva.
“Eu não estava em loja nenhuma da Verizon, senhor”, respondeu Jalen, enquanto o vídeo divulgado pela polícia cortava para imagens de segurança mostrando um homem usando balaclava preta, blusa preta e calça de moletom cinza — batendo com as roupas de Jalen — movendo-se rapidamente pela loja da Verizon e pegando grandes quantidades de produtos das prateleiras.
Durante a revista, os policiais encontraram mais sangue na camisa dele, mas Godard continuou negando que tivesse estado na loja.
“Alguém roubou minha caminhonete, cara”, insistiu ele timidamente.
“Eu entendo isso. Mas a farsa acabou. A questão é se você quer ser honesto sobre as coisas ou não”, disse o policial, dando ao suspeito a chance de confessar.
“Roubaram minha picape, meu Deus!”, repetia ele, com os braços já algemados nas costas.
“Isso é meio que um carma, não é?”, perguntou o policial.
“Bom, eu deixei as chaves dentro”, continuou o detido, antes de o policial rir.
Extra
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