terça-feira, 25 de agosto de 2026

[VÍDEO] “VOCÊS VÃO PARAR NO TEMPO?”: Flávio rebate cobranças sobre contas de filme e ataca governo Lula

 


O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, reagiu com irritação ao ser questionado sobre a prestação de contas do filme Dark Horse em entrevista coletiva concedida durante agenda em São Paulo nesta segunda-feira (24). “Vocês vão parar no tempo?”, indagou.

O presidenciável afirmou que a responsabilidade de explicar os gastos não é sua e direcionou as cobranças ao governo federal. “Quem tem que prestar contas não sou eu; é o Lula que tem que prestar contas”, declarou após participar de reunião na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Questionado sobre a escolha da produtora Go Up para gerir os recursos, Flávio sustentou que os dados financeiros já foram apresentados em investigações conduzidas no estado paulista e alegou que a empresa teria gastado mais do que recebeu. A cobrança ocorreu no mesmo dia em que o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a acessar informações apreendidas pela Polícia Civil de São Paulo em uma operação contra a Go Up.

Ao ser indagado sobre a possibilidade de tornar público o contrato privado do projeto, o candidato evitou responder diretamente e criticou a cobertura da imprensa. Ele também aproveitou para desferir ataques contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, associando-o ao caso do Banco Master e citando o filho do petista, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha). Flávio também afirmou que uma eventual vitória da oposição protegeria o sigilo de fontes, enquanto um novo mandato do PT resultaria em retrocessos institucionais e prisões por críticas nas redes sociais.

No plano político e eleitoral, o candidato do PL destacou a proximidade com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ressaltando a existência de um “pacto” conjunto para resgatar o país, e indicou o plano de atrair eleitores de outros nomes da direita logo no primeiro turno.

A passagem pela capital paulista incluiu passagens pela Fiesp — onde foi aplaudido de pé e recebeu apoio do presidente da entidade, Paulo Skaf — e por um evento do grupo Veja Negócios. Nos encontros, acompanhado pela coordenadora econômica Daniella Marques, Flávio centrou seu discurso em críticas à alta carga tributária e à política fiscal do governo atual, defendendo um ambiente de negócios mais competitivo e a formação de um ministério técnico.

Com informações da Folha de São Paulo

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