O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), reuniu-se na quarta-feira (2) com o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília. O encontro foi confirmado pelo próprio senador e pela assessoria do ministro.
A reunião é vista como um gesto de aproximação da campanha de Flávio Bolsonaro com o Supremo, em um momento de forte tensão entre setores do PL e integrantes da Corte. Marinho procurou Gilmar Mendes para sinalizar que, em um eventual governo de Flávio, a intenção seria manter uma relação institucional e um canal permanente de diálogo com o Judiciário.
“Fui dizer que temos expectativa de ganhar as eleições e temos a perspectiva de manter diálogo com as instituições. Queremos manter as portas abertas, o canal livre, afinal o STF é um dos Três Poderes da República, e queremos seguir com o diálogo institucional”, afirmou Marinho.
Segundo o senador, a conversa ocorreu na condição de coordenador da campanha presidencial e teve como objetivo apresentar ao ministro a disposição de Flávio Bolsonaro de manter interlocução com o Supremo caso seja eleito. Marinho também afirmou que pretende buscar uma reunião com o presidente do STF, ministro Edson Fachin, embora deva aguardar uma redução das tensões internas na Corte antes de formalizar o pedido.
O movimento ocorre paralelamente ao endurecimento do discurso de integrantes do PL contra o ministro Alexandre de Moraes. A estratégia de buscar diálogo com outros integrantes do STF indica uma tentativa da campanha de separar as críticas dirigidas a ministros específicos de uma eventual relação institucional entre um futuro governo e a Suprema Corte.
Para Marinho, o STF não deve ser tratado como adversário político, mesmo diante das divergências. A avaliação é de que um eventual governo de Flávio Bolsonaro precisaria manter canais abertos com os demais Poderes para garantir a interlocução institucional.
A reunião com Gilmar Mendes, portanto, representa uma sinalização política relevante em meio à escalada das tensões entre o campo bolsonarista e o Supremo e ocorre às vésperas das eleições de 2026.
Fonte: Metrópoles
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