A contratação do holandês Clarence Seedorf para comandar o Corinthians foi definida após uma sequência de negativas de outros treinadores e provocou divergências internas na diretoria alvinegra. A decisão foi conduzida pelo executivo de futebol Marcelo Paz, com o aval do presidente Osmar Stábile.
Segundo apuração do ge, parte dos dirigentes defendia a contratação de um técnico que já conhecesse o clube e tivesse experiência em disputas contra o rebaixamento. Entre os nomes discutidos estavam Tiago Nunes, Paulo Pezzolano, Paulo Turra e Jair Ventura, mas as negociações não avançaram.
Diante das alternativas reduzidas, Marcelo Paz assumiu a responsabilidade pela escolha e retomou as conversas com os representantes de Seedorf, que já havia demonstrado interesse no projeto corintiano.
Memphis Depay foi consultado antes do anúncio
Com o acordo praticamente encaminhado no sábado (10), Marcelo Paz conversou com o atacante Memphis Depay para ouvir sua opinião sobre a chegada do treinador holandês. Pouco depois, a decisão foi comunicada aos demais jogadores do elenco.
Entre os fatores que pesaram na escolha estão a experiência internacional de Seedorf, o respeito conquistado ao longo da carreira e sua personalidade considerada forte para liderar o grupo em um momento delicado da temporada.
Em entrevista à ge TV, Marcelo Paz explicou que o clube busca resultados imediatos e que a prioridade é conquistar vitórias e somar pontos nas rodadas finais do Campeonato Brasileiro.
“Precisamos, neste momento, de pragmatismo, vencer jogos, pontuar e terminar o ano com uma pontuação boa, já pensando no ano que vem”, afirmou o dirigente.
Longo período sem treinar é um dos desafios
Seedorf não comanda uma equipe desde 2019, quando esteve à frente da seleção de Camarões. Antes disso, treinou Milan, da Itália, e Deportivo La Coruña, da Espanha.
O longo período afastado do trabalho como treinador é um dos pontos que cercam a decisão da diretoria. Ainda assim, a cúpula corintiana aposta na liderança, no conhecimento do futebol brasileiro e na capacidade do holandês de reorganizar a equipe.
O desafio é imediato: o Corinthians luta para se afastar da zona de rebaixamento e precisa transformar a mudança no comando técnico em resultados dentro de campo.
Fonte: ge (Globo Esporte), reportagem de Vitor Chicarolli
Foto: Divulgação.

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