A entrada da deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) na estratégia de comunicação digital do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) provocou desconforto entre integrantes da campanha petista. Publicações antigas da parlamentar, envolvendo temas como religião, aborto e redes sociais, voltaram a circular e passaram a ser exploradas por adversários políticos.
Segundo reportagem do Metrópoles, integrantes da coordenação da campanha demonstraram incômodo com a repercussão das mensagens, sobretudo pelo potencial de desgaste junto a segmentos do eleitorado que Lula busca conquistar no segundo turno.
Ana Elisa foi chamada para contribuir com a estratégia digital do presidente, com foco na ampliação do alcance entre os eleitores mais jovens. A iniciativa ganhou destaque após a campanha passar a investir em vídeos curtos e gravações em formato selfie para plataformas como Instagram e TikTok.
A controvérsia, porém, abriu uma nova frente de preocupação para a equipe petista. A assessoria da deputada afirmou, em relatos publicados pela imprensa, que algumas mensagens foram retiradas de contexto. Ana Elisa também relatou ter recebido ameaças e ataques nas redes sociais.
O episódio evidencia os desafios da campanha de Lula para modernizar sua comunicação digital sem ampliar os atritos políticos em um cenário de forte polarização.
Fonte: Metrópoles — coluna de Igor Gadelha, com Gustavo Zucchi

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