Os debates eleitorais são instrumentos essenciais para o fortalecimento da democracia. É nesses espaços que os candidatos apresentam propostas, confrontam argumentos e respondem publicamente a questionamentos sobre suas ideias e seus projetos de governo. Evitar esse tipo de confronto pode até parecer uma estratégia eleitoral conveniente, mas reduz as oportunidades de o eleitor avaliar, com mais clareza, quem está preparado para governar o país.
No segundo turno presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) tem a oportunidade de transformar as críticas que vem fazendo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em questionamentos diretos, diante das câmeras e do eleitorado. Se compromissos de agenda inviabilizarem sua participação no debate promovido pela Band, o candidato deveria confirmar, desde já, presença nos próximos encontros.
A disposição para debater também representa um sinal de respeito à população. Afinal, quem disputa a Presidência da República precisa estar preparado para defender suas propostas, esclarecer contradições e responder às críticas de seus adversários.
Lula, por sua vez, também foi alvo de críticas por não participar de determinados debates durante o primeiro turno, enquanto teve espaço para conceder entrevistas em outros formatos, como o podcast do Flow. Flávio Bolsonaro corre o risco de repetir a mesma estratégia caso decida evitar os confrontos diretos nesta etapa decisiva da campanha.
A liderança nas pesquisas eleitorais não deve servir de justificativa para dispensar o debate público. Em uma democracia, nenhum candidato está acima da necessidade de prestar esclarecimentos à sociedade.
No fim, cabe ao eleitor avaliar a postura de cada concorrente, tanto pelas propostas apresentadas quanto pela disposição de defendê-las publicamente. Nas urnas, o cidadão terá a palavra final sobre quem considera mais preparado para conduzir o país.
fonte: texto de Jotinha
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