
A prefeita de Jardim do Seridó, Silvana de Lalá, parece decidida a bancar a neutralidade neste segundo turno das eleições. Pelo menos até a noite desta segunda-feira (12), ela não emitiu uma única palavra sobre subir no palanque de Allyson Bezerra ou cruzar os braços.
Nem mesmo a investida direta do prefeito de Caicó, Dr. Tadeu, que entrou em campo para conduzi-la para a trincheira de Allyson, surtiu efeito. Silvana mantém silêncio. Traduzindo, parece que ela resolveu pagar para ver.
A jogada é arriscada. Ao se isolar agora, Silvana assiste de camarote ao seu principal adversário local, Iron Júnior (que parece descredibilizado politicamente para determinados setores locais), e todo o grupo de oposição nadarem de braçadas no palanque petista de Cadu — que, vale lembrar, foi o mais votado no município no primeiro turno.
A aposta da prefeita é clara: ela acredita que, marchando em carreira solo, terá musculatura suficiente para encarar o tabuleiro de 2028. Doce ilusão de quem esquece que a eleição de amanhã se constrói nas alianças de hoje.
Nos bastidores, o diagnóstico dos analistas é implacável: ao dar as costas para Allyson neste segundo turno e escolher a omissão como estratégia, Silvana comete um erro crasso de cálculo que pode lhe custar muito caro adiante.
BLOG DO ROBSON PIRES
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