Israel adota um sistema parlamentarista proporcional, no qual os eleitores escolhem partidos políticos para ocupar as 120 cadeiras do Parlamento, conhecido como Knesset. Diferentemente dos países que elegem diretamente seus presidentes, em Israel o chefe de governo é definido a partir das negociações políticas realizadas após as eleições.
Para conquistar representação parlamentar, os partidos precisam obter pelo menos 3,25% dos votos válidos. As cadeiras são distribuídas proporcionalmente ao desempenho eleitoral de cada legenda, o que favorece a presença de diferentes correntes políticas no Parlamento.
Como dificilmente uma única legenda conquista a maioria absoluta de 61 cadeiras, a formação do governo depende, em geral, de alianças entre partidos. Após as eleições, o presidente de Israel consulta as bancadas parlamentares e encarrega um parlamentar de reunir apoio suficiente para formar uma coalizão governista.
O indicado precisa negociar acordos políticos, definir prioridades de governo e distribuir cargos ministeriais entre os partidos aliados. Uma vez formada, a composição do governo é submetida à aprovação do Knesset. Se conquistar a confiança parlamentar necessária, o primeiro-ministro assume o comando do Executivo.
Esse modelo confere influência significativa aos partidos menores, que podem ser decisivos para garantir a maioria parlamentar. Ao mesmo tempo, as divergências entre os integrantes da coalizão podem provocar crises políticas, enfraquecer o governo e até antecipar novas eleições.
Fonte: Parlamento de Israel (Knesset)

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