De acordo com o Relatório de
Desenvolvimento Humano 2015, lançado hoje (14), o país perdeu uma
posição porque foi ultrapassado pelo Sri Lanka, que teve crescimento
acelerado no último ano. O IDH mede o desenvolvimento humano por meio de
três componentes: a expectativa de vida, educação e renda.
A coordenadora do Relatório de
Desenvolvimento Humano Nacional, Andréa Bolzon, explicou que a diferença
no ritmo de crescimento dos países causou a queda do Brasil. “Apesar de
o Brasil ter crescido no IDH, outro país cresceu em ritmo um pouco mais
acelerado que o nosso. A isso se deve nossa queda”.
Com a 75° posição, o Brasil
também fica atrás de outros países latino-americanos como a Argentina
(40°), o Chile (42°), Uruguai (52°), Cuba (67°) e a Venezuela (71°). O
primeiro lugar no ranking mundial é da Noruega, seguido pela Austrália e
a Suíça. Em último está o Niger.
O relatório mostra que, no
Brasil, indicadores que representam melhorias sociais tiveram avanço,
como a esperança de vida ao nascer, que aumentou de 74.2 em 2013 para
74.5 em 2014, e a média de anos de estudo que passou de 7,4 para 7,7
nesse período.
Houve queda na Renda Nacional
Bruta (RNB) per capita de 2014 (15.288), quando comparada a 2013
(15.175). Desde 1990, a RNB do Brasil não havia sofrido retração. “O
relatório mostrou que do ponto de vista da renda per capita, houve
pequena retração e é claro que isso afeta também nosso índice de
desenvolvimento humano. Agora, daqui para a frente, precisamos aguardar
para ver como as coisas vão se refletir no relatório”, disse Andréa
Bolzon. Questionada se a queda no Produto Interno Bruto (PIB) no Brasil
poderá ter impacto negativo no IDH, ela respondeu que existe essa
possibilidade, já que um dos indicadores é a renda que está relacionada
ao PIB.
O Brasil acumula trajetória
constante de crescimento do IDH. De 1990 a 2014, o crescimento foi
24,2%, o maior no período entre os países da América do Sul. Em relação à
posição no ranking mundial, de 2009 a 2014 o país avançou três
posições.
As políticas públicas brasileiras
têm responsabilidade direta sobre esses avanços, segundo a coordenadora
do Pnud. “O relatório reconhece esses programas de proteção social e de
transferência de renda como importantes para aumentar o desenvolvimento
humano. O desenvolvimento dos países tem acidentes de percurso e, se
você tem uma rede de proteção social forte, obviamente as coisas ficam
mais seguras para todo mundo”, afirmou Andréa.
O relatório do Pnud, intitulado O
Trabalho como Motor do Desenvolvimento Humano, traz também dados de 188
países e sugere estratégias para criar oportunidades e assegurar o
bem-estar dos trabalhadores.
* Blog do BG via Isto É
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