Eles detalham, no Journal of Affective
Disorders, a epidemiologia da doença no Brasil. Utilizando dados de mais
de 60 mil pessoas obtidos pela Pesquisa Nacional de Saúde, a equipe
liderada por Tiago Munhoz descreveu a proporção de adultos com maior
risco de ter a doença mental. Os pesquisadores avaliaram ainda quais
grupos populacionais são mais vulneráveis. Segundo os resultados, a
prevalência de indivíduos com risco aumentado para a depressão no país
foi de 4,1%, o que reflete um número absoluto de 5,5 milhões de
brasileiros. Nas análises localizadas, a taxa foi maior na Região Sul
(4,8%) e menor na Norte (2,9%).
“O estudo não faz essa correlação, mas
eu acredito que a má distribuição de psiquiatras no país tenha
influenciado esses resultados. Regiões em que há pouco atendimento
especializado para diagnosticar a depressão e baixo nível educacional
para que as pessoas procurem informações sobre os sintomas podem
desempenhar algum papel nesse achado”, especula a psiquiatra Helena
Moura, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria e não participante
do estudo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário