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G1 - Com o corpo da mulher no porta-malas do carro, um homem de 32 anos
foi até a delegacia de Indaial, no Vale do Itajaí, na manhã deste
domingo (31) e confessou tê-la matado asfixiada com uma calcinha.
Segundo o delegado Romildo Parno, ele responderá pelo crime de
feminicídio.
De acordo
com o delegado, o suspeito, que é pedreiro, afirmou estar em processo de
separação da companheira, mas ainda morando na mesma casa em Blumenau. Por volta da 1h de domingo, ele chegou à residência da família após uma festa e iniciou uma discussão com a mulher de 30 anos.
“Ela
teria mostrado ao marido mensagens recebidas de um novo namorado.
Enfurecido, ele a estrangulou com as mãos até que desfalecesse”, relatou
o delegado.
Asfixiada com calcinha
Conforme
Parno, o marido usou a calcinha da mulher para assassiná-la. “Ele tirou a
calcinha dela e a enrolou no pescoço da vítima. Com uma colher, fez um
torniquete e torceu até matá-la”, completou Parno.
De
acordo com o delegado, o pedreiro pensou em jogar o corpo em um rio ou
em um barranco. “Ele colocou a mulher morta no porta-malas de um Monza e
entrou em casa para decidir o que fazer. Até as 6h esperou o dia
amanhecer e acabou perdendo a coragem de se desfazer do cadáver”,
relatou Parno.
O suspeito colocou os dois filhos, de 4 e 2 anos, no carro e dirigiu até Indaial onde tem uma irmã. Após deixar as crianças com ela, foi até a delegacia e confessou o crime.
Vítima já tinha registrado B.O.
A vítima,
segundo a Polícia Civil, trabalhava como revisora têxtil e já havia
registrado boletim de ocorrência por violência doméstica. Segundo o
delegado, o marido dela tinha antecedentes criminais, era suspeito de
atear fogo no carro do namorado de uma ex.
Feminicídio
O pedreiro garantiu aos policiais que as crianças não presenciaram o crime, pois dormiam durante a briga do casal.
O suspeito
foi preso em flagrante e encaminhado à Unidade Prisional de Indaial e
deve responder por feminicídio. "O feminicídio é uma forma de crime
praticado contra mulher em violência doméstica, é uma forma de homicídio
qualificado", esclareceu Parno.
A Polícia
Civil tem 10 dias para concluir o inquérito e além da perícia feita pelo
Instituto Médico Legal (IML) no corpo da vítima, uma perícia deve ser
feita no carro do marido. A irmã do suspeito foi ouvida pela polícia e
outras testemunhas devem dar depoimento durante o inquérito.
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