sexta-feira, 1 de maio de 2026

Após revés no STF, Jorge Messias é cotado para Justiça e movimento gera debate sobre influência na PF

 

A rejeição do nome de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF) abriu uma nova frente de articulação dentro do governo federal. Segundo informações de bastidores, o ex-advogado-geral da União passou a ser considerado para assumir o Ministério da Justiça, pasta responsável pela supervisão administrativa da Polícia Federal (PF).

A eventual nomeação é vista como uma forma de manter Messias no núcleo político do governo, evitando seu retorno à Advocacia-Geral da União (AGU) e garantindo acesso a uma das estruturas mais sensíveis da administração federal. No Ministério da Justiça, o titular tem prerrogativas como a indicação do diretor-geral da PF e influência sobre diretrizes orçamentárias e estratégicas — embora não possa interferir diretamente em investigações em curso.

O cenário ganha relevância em meio a investigações conduzidas pela PF sobre movimentações financeiras que somam cerca de R$ 400 milhões envolvendo o instituto de previdência do Amapá (Amprev). Os aportes teriam sido direcionados ao Banco Master durante a gestão de Jocildo Lemos, apontado como aliado político do senador Davi Alcolumbre, e alvo de medidas judiciais no âmbito das apurações.

Paralelamente, relatos atribuídos a interlocutores indicam que Messias teria mencionado a atuação de ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes, em articulações políticas que resultaram na rejeição de sua indicação à Corte. O nome do ministro Flávio Dino também teria sido citado nesse contexto. Procurados em diferentes ocasiões, aliados de Dino afirmam que ele não apoiava a indicação desde o início.

Nos bastidores do governo, cresce a avaliação de que a ida de Messias para o Ministério da Justiça, neste momento, teria implicações políticas relevantes, sobretudo diante do avanço de investigações que podem atingir atores do cenário nacional. O movimento evidencia um ambiente de forte disputa e intensificação das articulações entre diferentes grupos de poder em Brasília.

Fonte: Informações de bastidores

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