Uma investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) aponta que um ex-estagiário do próprio órgão teria utilizado acesso a sistemas internos para obter informações sigilosas e, posteriormente, extorquir integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com as apurações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), o suspeito teria atuado em uma Promotoria Criminal de Campinas, onde tinha acesso a inquéritos e bases de dados utilizados em investigações em andamento.
Segundo os investigadores, a partir dessas informações, ele teria identificado pessoas ligadas ao crime organizado com maior poder econômico e, em seguida, passado a exigir pagamentos em troca de suposta proteção contra investigações e ações policiais.
Um dos casos sob apuração envolve um traficante que relatou ao Gaeco ter sido alvo de extorsão no valor de aproximadamente R$ 500 mil para evitar eventual prisão.
O investigado foi localizado durante operação realizada em agosto do ano passado, em Balneário Camboriú. Na ocasião, ele foi preso e, segundo a investigação, apresentou um aparelho celular contendo mensagens que reforçariam a existência das cobranças.
A análise do conteúdo do dispositivo teria permitido aos investigadores identificar o então estagiário como o responsável pelas supostas extorsões. Atualmente, ele atua como advogado, conforme registrado nas investigações.
O caso segue em apuração pelas autoridades competentes.
Fonte: CNN Brasil (Thomaz Coelho e Elijonas Maia).
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