O comentarista Carlos Andreazza criticou duramente o jantar realizado na residência do ministro Alexandre de Moraes, em Brasília, que reuniu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em meio às articulações políticas envolvendo o governo Lula e a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal.
Para Andreazza, a proximidade entre integrantes dos diferentes Poderes levanta questionamentos sobre a necessária separação entre atuação institucional e articulação política. Na avaliação do comentarista, é especialmente preocupante que um ministro do STF possa eventualmente atuar em processos envolvendo autoridades com as quais mantém relações políticas ou institucionais próximas.
Andreazza também voltou a defender a tese de que existe, dentro do Supremo, uma ala que teria comportamento político mais alinhado ao governo Lula. Em suas críticas, ele cita os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes, além de Gilmar Mendes em determinadas situações, classificando esse grupo, em tom político, como uma espécie de “bancada do governo Lula” no tribunal.
Na visão do comentarista, a participação de ministros do Supremo em encontros privados com autoridades dos demais Poderes contribui para aumentar a percepção de mistura entre relações pessoais, articulação política e exercício da função jurisdicional.
O episódio também reacende o debate sobre a existência de regras de conduta mais rigorosas para ministros da Suprema Corte. Para Andreazza, normalizar encontros desse tipo pode enfraquecer qualquer discussão futura sobre um eventual código de ética para o STF.
As declarações, contudo, representam a avaliação e a crítica política de Andreazza. O encontro em questão não comprova, por si só, que ministros tenham atuado em favor do governo ou que exista uma articulação política institucionalizada dentro do Supremo.
Fonte: Carlos Andreazza, em análises na BandNews FM.
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