Escolhido nesta quarta-feira (5) como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) chega à disputa presidencial sob o peso de acusações e de uma investigação envolvendo recursos de emendas parlamentares.
Em março deste ano, Gaspar foi alvo de uma notícia de fato encaminhada à Polícia Federal pelos parlamentares Lindbergh Farias (PT-RJ) e Soraya Thronicke (Podemos-MS), que pediram a apuração de uma acusação de estupro de vulnerável envolvendo uma adolescente que teria 13 anos à época. Gaspar nega as acusações e afirma que o episódio relatado pelos parlamentares não envolve sua pessoa, mas um primo.
Paralelamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu auditoria para apurar a destinação de R$ 6 milhões em emendas parlamentares indicadas por Gaspar ao município de São José da Laje, em Alagoas. Os recursos foram repassados por meio das chamadas “emendas Pix”, e o tribunal solicitou documentos para verificar a regularidade da aplicação do dinheiro.
A destinação dos recursos também motivou um pedido de investigação apresentado à Procuradoria-Geral da República pelo deputado Lindbergh Farias. Segundo a Folha, os R$ 6 milhões enviados ao município já estavam sob auditoria do TCU.
As acusações e a auditoria não significam, por si só, que Gaspar tenha sido condenado ou que tenha sido comprovada qualquer irregularidade. O deputado contesta as acusações relacionadas ao caso de estupro e sustenta que não cometeu qualquer crime.
A escolha de Alfredo Gaspar ocorre no momento em que Flávio Bolsonaro tenta consolidar sua chapa para a eleição presidencial de 2026.
Fontes: Folha de S.Paulo, UOL/Agência Estado, Metrópoles
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