quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Marine One se aproxima de avião comercial após falha em protocolo de segurança no Aeroporto Reagan

O helicóptero Marine One, que transportava o presidente Donald Trump, decolou da região da Casa Branca às 14h33 de terça-feira (4), enquanto uma aeronave comercial partia do Aeroporto Nacional Ronald Reagan, em Washington. O episódio provocou uma revisão de segurança pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) e poderá ser alvo de investigação pelo Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB).

Segundo a FAA, houve uma perda momentânea da separação regulamentar entre as duas aeronaves. O voo comercial, operado pela Envoy Air para a American Airlines, decolou aproximadamente um minuto depois do Marine One, com destino a Pensacola, na Flórida. Apesar da proximidade, as aeronaves seguiram trajetórias divergentes e não houve colisão nem feridos.

A situação chama atenção porque existem protocolos específicos para interromper temporariamente as operações de aeronaves comerciais nas proximidades do Aeroporto Reagan durante o deslocamento do helicóptero presidencial. As medidas foram reforçadas após a colisão aérea de janeiro de 2025, que matou 67 pessoas na região de Washington.

A FAA informou que os controladores mantiveram comunicação com os dois pilotos durante o episódio. A agência também iniciou uma revisão de segurança para determinar como a aeronave comercial recebeu autorização para decolar naquele momento.

A presidente do NTSB, Jennifer Homendy, afirmou que a agência está reunindo informações e analisando os dados disponíveis antes de decidir se abrirá uma investigação formal.

A Casa Branca afirmou que o presidente não esteve em perigo durante o voo. O Corpo de Fuzileiros Navais também informou que o Marine One seguiu uma rota previamente aprovada e que não houve necessidade de alterar o trajeto.

O episódio, no entanto, reacende o debate sobre a eficácia dos protocolos de segurança implementados após o acidente de 2025 e sobre a comunicação entre o controle de tráfego aéreo e as equipes responsáveis pelo deslocamento presidencial.

Fontes: Reuters

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