segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Leonardo Sica defende reforma do Judiciário com mais transparência, participação e eficiência

 O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB-SP), Leonardo Sica, defende uma reforma do Poder Judiciário que combine maior eficiência institucional com mecanismos de transparência e participação da sociedade.

Para Sica, o crescimento da importância do Judiciário na vida pública brasileira deve ser acompanhado por uma ampliação da responsabilidade institucional e da abertura para a participação de diferentes setores da sociedade.

“A ideia é dar mais confiança e eficiência para o Poder Judiciário para que ele possa responder às necessidades da nossa democracia. O Judiciário cresceu muito, ficou muito importante na vida do país. Se ele ficou muito importante, tem que ter uma contrapartida, de mais participação, mais transparência”, afirmou.

A declaração ocorre em meio ao avanço das discussões promovidas pela OAB-SP sobre uma proposta de reforma do sistema de Justiça. A entidade criou uma Comissão de Estudos para a Reforma do Judiciário, responsável por elaborar sugestões de mudanças estruturais para serem apresentadas ao Congresso Nacional e ao Supremo Tribunal Federal.

Entre as propostas apresentadas pela OAB-SP estão a adoção de mandato fixo de 12 anos para ministros do STF, o aumento da idade mínima para ingresso nas cortes superiores, mudanças na escolha dos ministros e a realização de audiências públicas com participação da sociedade civil antes das sabatinas no Senado.

A entidade também defende medidas voltadas à integridade, à publicidade e à transparência na atuação dos integrantes do Judiciário. Em janeiro, a OAB-SP encaminhou ao STF uma proposta de Código de Conduta para os ministros da Corte, com regras relacionadas a conflitos de interesse, impedimentos, agendas, eventos e quarentena após a saída do cargo.

Na avaliação de Sica, a modernização do sistema deve preservar a independência do Poder Judiciário, mas ampliar a participação de outros atores na administração da Justiça. Em declaração anterior, o presidente da OAB-SP afirmou que a administração da Justiça deve envolver, além da magistratura, a sociedade, a advocacia, a academia, o Ministério Público, as procuradorias e as defensorias.

O debate sobre a reforma ocorre em um momento de crescente discussão sobre o papel das instituições judiciais na democracia brasileira. Para a OAB-SP, o objetivo das mudanças é fortalecer a confiança da população na Justiça sem comprometer a autonomia e a independência dos tribunais.

Fonte: OAB-SP, declarações de Leonardo Sica  Informações complementares: Folha de S.Paulo, InfoMoney e Migalhas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

TENDÊNCIA DE QUEDA: “Lulômetro” aponta queda na aprovação de Lula, que fica abaixo de 30%

  Foto: Ricardo Stuckert A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) caiu abaixo dos 30% no Lulômetro, índice medido pela Realt...