DARK HORSE | A decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que retirou o sigilo de parte da investigação sobre o filme Dark Horse, trouxe à tona informações sobre emendas parlamentares destinadas a instituições ligadas à produtora Karina Gama.
Segundo documentos da investigação, a Academia Nacional de Cultura (ANC), presidida por Karina Gama, recebeu recursos provenientes de emendas indicadas pelos deputados Marcos Pollon (PL-MS) e Bia Kicis (PL-DF). Os valores foram destinados ao estado de São Paulo, embora os parlamentares tenham sido eleitos por Mato Grosso do Sul e pelo Distrito Federal. A ANC aparece na apuração por sua ligação com a produtora do filme.
A movimentação faz parte de uma investigação mais ampla da Polícia Federal sobre possíveis irregularidades na destinação e utilização de emendas parlamentares. Reportagens anteriores apontaram que a ANC recebeu R$ 2,6 milhões em emendas de Pollon, Bia Kicis, Carla Zambelli e Alexandre Ramagem para um projeto documental sobre heróis nacionais.
O material analisado pela investigação menciona ainda possíveis indícios de crimes, entre eles peculato, fraude em licitação ou contrato, contratação direta ilegal, falsificação de documentos, falsidade ideológica, uso de documento falso, emprego irregular de verbas públicas, advocacia administrativa, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
A PF apura se houve desvio de finalidade ou utilização irregular dos recursos públicos e se as diferentes empresas e entidades ligadas à produtora faziam parte de uma estrutura destinada a direcionar verbas e contratos.
Pollon e Bia Kicis negam qualquer irregularidade. Segundo informações divulgadas anteriormente, Pollon afirmou que sua emenda de R$ 1 milhão foi posteriormente redirecionada para uma instituição oncológica, enquanto Kicis declarou que sua emenda de R$ 150 mil tinha finalidade cultural e educativa e não possuía relação com o filme Dark Horse.
A investigação, portanto, ainda busca esclarecer se houve conexão entre os recursos destinados às instituições ligadas a Karina Gama e o financiamento da produção cinematográfica. As menções a possíveis crimes representam linhas de investigação da PF e não significam, neste momento, que os parlamentares tenham sido condenados ou que as irregularidades estejam definitivamente comprovadas.
Fonte: GloboNews
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