CRISE NO STF | A Executiva Nacional do PT se reuniu nesta quinta-feira (10), em Brasília, para discutir uma estratégia de reação à crise institucional que envolve o Supremo Tribunal Federal e avaliar os impactos do episódio sobre a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Diante do agravamento da crise e do avanço de Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas, dirigentes petistas avaliam que é necessário elevar o tom político e promover ajustes na estratégia eleitoral a menos de um mês do primeiro turno.
A orientação discutida pela cúpula do partido é transformar a crise no Judiciário em uma agenda política própria, defendendo maior transparência, mecanismos de controle e mudanças estruturais no funcionamento do Supremo.
Entre as propostas que ganharam força está a defesa de mandatos para ministros do STF, além de medidas relacionadas à fiscalização do Judiciário e do Ministério Público. O partido também pretende ampliar o discurso sobre transparência nas investigações e criticar o que considera vazamentos seletivos de informações de processos que possam interferir na disputa eleitoral.
A avaliação interna é de que a crise deixou de ser apenas uma questão institucional e passou a representar um problema eleitoral para Lula. Por isso, a legenda busca uma resposta coordenada com partidos aliados, movimentos sociais e centrais sindicais.
A expectativa é que a reunião resulte em uma resolução política do PT, consolidando as principais propostas do partido para uma reforma do Judiciário e estabelecendo novas diretrizes para a atuação da legenda durante a campanha.
A mudança ocorre em um momento de forte tensão dentro do STF, com divergências entre ministros e decisões envolvendo os casos Banco Master, Dark Horse e as investigações relacionadas a Alexandre de Moraes.
Fonte: Folha de S.Paulo
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