segunda-feira, 19 de outubro de 2026

FBI e autoridades federais prendem 28 estrangeiros na Califórnia por suspeita de fraude eleitoral

 

Operação investiga suposto registro ilegal de eleitores e participação de não cidadãos em eleições americanas. Segundo o Departamento de Justiça, os investigados são residentes permanentes legais, mas não possuem cidadania dos Estados Unidos.

Autoridades federais dos Estados Unidos anunciaram nesta segunda-feira (19) a prisão de estrangeiros na Califórnia suspeitos de se registrarem fraudulentamente para votar e, em diversos casos, participarem de eleições americanas sem possuir cidadania. Ao todo, 28 pessoas foram formalmente acusadas no âmbito da operação denominada Protect the Vote (Proteja o Voto).

De acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos, os investigados são residentes permanentes legais, conhecidos como titulares do green card, condição migratória que não concede o direito de votar em eleições federais americanas.

As acusações incluem registro eleitoral fraudulento, declarações falsas em documentos relacionados à obtenção da cidadania e participação irregular em processos eleitorais. Segundo as autoridades, parte dos investigados teria votado em eleições anteriores, inclusive na disputa presidencial de 2024.

FBI afirma que integridade eleitoral é prioridade

O diretor do FBI, Kash Patel, tem defendido o combate a irregularidades eleitorais como uma das prioridades da agência. Na declaração atribuída a Patel no texto original, o órgão afirma que utilizará os recursos legais disponíveis para responsabilizar pessoas suspeitas de violar as leis eleitorais e proteger o direito constitucional dos cidadãos americanos ao voto.

A investigação ocorre em meio ao aumento das ações do governo Donald Trump contra suspeitas de participação de não cidadãos em eleições. A Califórnia tornou-se um dos principais focos dessa disputa, que também envolve divergências entre o governo federal e autoridades estaduais sobre o acesso a dados eleitorais e os procedimentos de verificação da elegibilidade dos eleitores.

Acusações ainda dependem de julgamento

Embora o Departamento de Justiça sustente que os investigados teriam cometido irregularidades, as acusações não equivalem a condenações. Os réus têm direito à ampla defesa e são considerados inocentes até que sua culpa seja comprovada judicialmente.

A operação reacende o debate sobre a segurança do sistema eleitoral americano, a fiscalização dos registros de eleitores e os limites da atuação federal sobre os processos eleitorais conduzidos pelos estados.

Fonte: UHN Plus

Leia mais: Comunicado oficial do Departamento de Justiça dos EUA.

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