terça-feira, 1 de março de 2016

Defesa de Duque alega não haver prova que dinheiro no exterior é ilícito Para MPF, ex-Petrobras recebeu propina em contas bancárias na Suíça. Ex-gerente e ex-diretor da estatal também apresentaram alegações finais.

19/03/2015 - Renato Duque depõe na CPI da Petrobras em Brasília (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) 
Renato Duque já foi condenado em uma ação da
Lava Jato (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)


A defesa do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, acusado de receber propina partir do esquema de corrupção descoberto pela Lava Jato, alega que não há provas que o dinheiro depositado nas contas bancárias no exterior, ligadas ao ex-diretor, tem origem ilícita.
A afirmação consta nas alegações finais protocoladas na Justiça Federal nesta segunda-feira (29) na ação penal em que Duque é réu ao lado de executivos ligados a Odebrecht. As alegações finais – da defesa e da acusação – correspondem à última fase na tramitação judicial antes da sentença do juiz.
Duque está preso no Complexo Médico-Penal (CMP), em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. A segunda prisão dele por suposto envolvimento na Lava Jato ocorreu em março de 2015. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) oito vezes por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisão.
 
Conforme a denúncia, a Odebrecht montou uma sofisticada rede de lavagem de dinheiro com a utilização de offshores com contas na Suíça. Com isso, a companhia pôde pagar propinas a funcionários e diretores da Petrobras para fechar contratos com a estatal. Segundo as investigações, Duque era um dos beneficiários dos pagamentos de propina.
Delatores
Ex-diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa também apresentou as alegações finais no processo. Delator do esquema de corrupção, ele reiterou a importância das colaborações prestadas à investigação. No documento, a defesa pede o perdão judicial do ex-diretor.
Caso não seja concedido pelo juiz, os advogados pedem que Sérgio Moro aplique a suspensão da futura pena, conforme estabelecido no acordo de delação. A cláusula mencionada estabelece que todos os procedimentos contra Costa sejam suspensos quando a soma das penas em processos da Lava Jato ultrapassarem 20 anos - o que já ocorreu.
Da mesma forma, outros delatores do esquema, o doleiro Alberto Youssef e o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, também pediram para que Sérgio Moro conceda o perdão judicial a eles.
Youssef e Barusco também destacaram a relevância das informaçoes prestadas por eles na delação. Caso o juiz não conceda os perdões, as defesas querem a suspensão da condenação, já que os acordos de colaboração de ambos também preveem essa possibilidade.


 Do G1 PR

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