Da redação com Agência Brasil
Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil - Edição: Maria Claudia
As pessoas
físicas e jurídicas que comprarem imóveis financiados pela Caixa
Econômica Federal vão pagar menos juros. O banco reduziu as taxas dos
financiamentos imobiliários e diminuiu a cota mínima de financiamento
dos imóveis comprados dentro do Sistema Brasileiro de Poupança e
Empréstimo (SBPE).
Em nota, a
Caixa informou que a redução dos juros é reflexo da diminuição da taxa
Selic (juros básicos da economia), anunciada recentemente pelo Banco
Central. De acordo com o banco, o objetivo é contribuir para impulsionar
as vendas de imóveis novos de construtoras parceiras e atrair novos
clientes para a instituição.
Todos os
clientes pessoa física que financiarem imóveis novos ou usados,
enquadrados no SBPE, terão redução linear de 0,25 ponto percentual na
taxa, independente do relacionamento com o banco, que concentra dois
terços do crédito imobiliário do país. Caso o cliente compre imóveis
novos ou na planta, com construção financiada pela Caixa e escolham
receber o salário pelo banco, a redução será maior, com juros iguais aos
oferecidos aos servidores públicos.
Para as pessoas
físicas nessa situação, os juros passarão de 11,22% para 9,75% ao ano
para imóveis do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), de menor valor, e
de 12,5% para 10,75% ao ano para imóveis do Sistema Financeiro
Imobiliário, de valor mais alto.
Para os
financiamentos imobiliários a empresas, a Caixa reduziu os juros em 1
ponto percentual para todas as faixas de relacionamento. As taxas cairão
de 14% para 13% ao ano para micro e pequenas empresas e de 13,5% para
12,5% ao ano para médias e grandes empresas. O banco adotou ainda um
sistema de classificação de risco que poderá beneficiar as empresas
consideradas como boas pagadoras com redução de até 1,5 ponto
percentual.
Além da redução
dos juros, a Caixa diminuiu, de R$ 100 mil para R$ 80 mil, o limite
mínimo de financiamento no SBPE para pessoas físicas. A medida vale
tanto para imóveis novos e usados e independe do valor da unidade
habitacional.
Operado com
recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), o SFH financia
imóveis de até R$ 650 mil em todo o país, exceto para Rio de Janeiro,
São Paulo, Minas Gerais e Distrito Federal, onde o teto corresponde a R$
750 mil. O SFI, que cobra juros mais altos, financia imóveis acima
desse com recursos da poupança, sem o uso do FGTS.
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