A Polícia Civil indiciou a diretora, a coordenadora e a psicóloga do Colégio Status, em Ilhéus, no inquérito que apura a morte da adolescente Maria Eduarda Suzarte Nascimento Silva, de 14 anos.
A estudante do 9º ano morreu em junho de 2025, após atentar contra a própria vida. Desde então, familiares relatam que ela enfrentava episódios recorrentes de humilhação, intimidação e pressão psicológica no ambiente escolar.
Foram indiciadas Gildelina Reis Nascimento, diretora da instituição; Deborah Tavares Santos; e Silvania dos Santos Nascimento. Segundo a investigação, há indícios de autoria e materialidade para o enquadramento por induzimento, instigação ou auxílio a suicídio ou automutilação com resultado de lesão grave. A diretora também foi indiciada por injúria e racismo.
De acordo com as apurações, mais de 40 pessoas foram ouvidas ao longo do inquérito, incluindo estudantes, ex-alunos, funcionários e familiares. A polícia teve acesso a dispositivos da vítima, onde foram encontradas mensagens que indicariam sofrimento emocional relacionado ao ambiente escolar e relatos de perseguição por parte de um colega.
Familiares afirmam que a adolescente havia comunicado à escola situações de desconforto e perseguição, mas que as medidas adotadas teriam sido insuficientes. Segundo os pais, o contexto teria contribuído para o agravamento do quadro emocional da jovem.
O caso segue em tramitação e deve avançar para as próximas etapas judiciais, nas quais os acusados terão direito à ampla defesa. A investigação levanta discussões sobre responsabilidade institucional e a necessidade de enfrentamento efetivo ao bullying no ambiente escolar.
Fonte: Correio 24 Horas.
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