Pesquisa Datafolha divulgada nesta semana mostra que a maioria dos brasileiros desaprova a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de suspender temporariamente as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar.
Segundo o levantamento, 59% dos entrevistados consideram que Moraes "agiu mal" ao impedir os encontros entre pai e filho. Outros 36% avaliam que o ministro "agiu bem", enquanto 2% afirmaram que ele não agiu nem bem nem mal. Já 4% disseram não saber ou preferiram não responder.
A restrição foi determinada por Alexandre de Moraes em julho, após Flávio Bolsonaro divulgar uma carta escrita pelo ex-presidente em apoio à sua atuação política.
Decisão impôs restrições durante prisão domiciliar
A medida estabeleceu, inicialmente por 30 dias, a suspensão de visitas a Jair Bolsonaro, com exceção de advogados, médicos e fisioterapeutas.
Além disso, Moraes determinou que o ex-presidente não realizasse manifestações de caráter político-eleitoral nem utilizasse redes sociais durante o cumprimento das medidas cautelares impostas pela Justiça.
Maioria apoia manutenção da prisão domiciliar
O levantamento também mostrou que 59% dos entrevistados defendem que Jair Bolsonaro permaneça em prisão domiciliar.
Por outro lado, 35% consideram que ele deveria cumprir a pena em regime prisional. Outros 6% não souberam responder ou preferiram não opinar.
Proibição das redes sociais tem apoio da maioria
Outro ponto abordado pela pesquisa foi a restrição ao uso das redes sociais.
Segundo o Datafolha, 62% dos entrevistados apoiam a decisão de impedir que Bolsonaro utilize plataformas digitais enquanto estiver em prisão domiciliar.
Já 35% discordam da medida e defendem que o ex-presidente possa acessar as redes sociais. Outros 3% não responderam.
Metodologia
A pesquisa foi realizada presencialmente com 2.004 eleitores nos dias 22 e 23 de julho.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01166/2026.
Fonte: Datafolha, com informações da CNN Brasil
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