sexta-feira, 10 de julho de 2026

Funcionário com salário de R$ 1,9 mil é denunciado por lavagem de dinheiro após investigação apontar patrimônio milionário no RN

 

O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) denunciou dois investigados no âmbito da Operação Emirados, que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e sonegação fiscal envolvendo empresas do setor de distribuição de alimentos e bebidas. A denúncia foi recebida pela Justiça potiguar, tornando réus Marcello Brunno Moreno Moreira e Abraão Lourenço de Queiroz pelo crime de lavagem de dinheiro.

De acordo com o MPRN, as investigações revelaram que Abraão Lourenço de Queiroz, que exercia funções de auxiliar de contabilidade e contador, possuía um patrimônio estimado em aproximadamente R$ 3,5 milhões, apesar de declarar remuneração mensal de R$ 1.954.

Segundo a acusação, o investigado teria registrado bens em seu nome com o objetivo de ocultar patrimônio que, conforme a apuração, pertenceria ao empresário também investigado no caso. Entre os bens identificados estão um imóvel localizado em um condomínio de alto padrão, em Parnamirim, avaliado em cerca de R$ 2,5 milhões, além de um veículo de luxo estimado em aproximadamente R$ 800 mil.

O Ministério Público sustenta ainda que o grupo investigado teria causado prejuízo superior a R$ 15 milhões em tributos inscritos em dívida ativa do Estado. Na ação penal, o órgão requer a condenação dos denunciados e o perdimento dos bens supostamente adquiridos com recursos de origem ilícita.

Operação Emirados

Deflagrada em 23 de junho pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte, em conjunto com a Polícia Civil, a Operação Emirados investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, associação criminosa e falsidade ideológica que, segundo os investigadores, teria provocado prejuízos superiores a R$ 72 milhões aos cofres públicos.

Conforme o MPRN, o grupo utilizaria empresas de fachada e patrimônios registrados em nome de terceiros para ocultar bens e dificultar o rastreamento dos recursos. No curso da investigação, a Justiça determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 73 milhões em ativos, incluindo 18 imóveis e uma lancha.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos mais de R$ 90 mil em espécie, moedas estrangeiras, joias e equipamentos eletrônicos, além de veículos e imóveis de alto padrão que integram o patrimônio investigado.

Os fatos ainda estão sob análise da Justiça, e os denunciados terão assegurados o direito ao contraditório e à ampla defesa ao longo do processo.

Fonte: Blog do BG

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