sexta-feira, 10 de julho de 2026

Operação Gutenberg prende ex-prefeito, médica, advogados e empresários suspeitos de fraude de R$ 27 milhões em contratos de livros

 

Uma operação do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) desarticulou, nesta terça-feira (7), um suposto esquema criminoso investigado por fraudes em contratos públicos para aquisição de livros didáticos em Mato Grosso do Sul. A Operação Gutenberg resultou no cumprimento de 12 dos 16 mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça.

Além das prisões, foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão nos municípios de Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho e Porto Murtinho, em Mato Grosso do Sul, além das cidades de São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).

De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a organização criminosa teria movimentado mais de R$ 27 milhões em recursos públicos por meio de fraudes em licitações, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros crimes contra a administração pública.

As investigações apontam que o esquema era coordenado por empresários sediados em Campo Grande e contava com a participação de familiares, servidores públicos e outros agentes. Entre os presos estão empresários, uma médica, advogados, servidores públicos e um ex-prefeito.

Segundo a apuração do g1 MS e da TV Morena, os investigados pertencem, em sua maioria, a três núcleos familiares. Também foi preso o ex-prefeito de Fátima do Sul (MS), Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Júnior Vasconcelos, que atualmente exercia a função de assessor político na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul.

O advogado Gabriel Taquino de Paula também está entre os investigados. Sua defesa informou que somente irá se manifestar após ter acesso ao conteúdo integral dos autos da operação.

Em relação aos servidores públicos Ed Carlo Britto Burgatt e Felipe Paroschi Jafar, o Governo de Mato Grosso do Sul informou que colaborou com a operação e determinou a exoneração de ambos de seus respectivos cargos.

O Ministério Público esclareceu que, até o momento, não detalhou a participação individual de cada investigado no suposto esquema criminoso. As responsabilidades de cada um serão apuradas ao longo da instrução processual, sendo assegurados aos investigados o direito ao contraditório e à ampla defesa.

A Operação Gutenberg segue em andamento, e novas diligências não estão descartadas pelas autoridades.

Fonte: José Câmara, Alex Mendes, Thais Libni e Rafaela Moreira – g1 Mato Grosso do Sul e TV Morena

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