O Ibovespa, principal índice da B3 (Bolsa de Valores de São Paulo), fechou aos 122.098 pontos, com queda de 3,04% em maio. O dólar comercial fechou a R$ 5,25, na maior cotação desde 18 de maio de 2024. A moeda norte-americana subiu 1,08% no mês.
O dólar variou acima da prévia da inflação, medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), que foi de 0,44% em maio.
O dólar turismo subiu 1% em maio e fechou a R$ 5,45. Outras modalidades de investimentos também tiveram variação acima da prévia da inflação no mês, como o bitcoin (+11,27%), que foi o melhor investimento do mês.
Os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) –ativos de empresas do exterior negociados no Brasil– tiveram alta de 7,32% em maio. A Caderneta de Poupança subiu 0,59% no mês.
Com a chegada do mês de junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ultrapassa um terço do novo governo. Nesses mais de 500 dias, o chefe do Executivo se propôs a melhorar áreas de meio ambiente, relações internacionais e economia, enquanto travou batalhas com o Congresso e enfrentou crises sanitárias e climáticas no país.
O marco de tempo do mandato foi citado por Lula em um discurso no dia 8 de maio, ao falar com otimismo sobre o rumo do Brasil: “Escrevam isso, porque nós estamos apenas com 15 meses de governo, menos de um terço do mandato. Portanto, vamos fazer três vezes mais do que fizemos até agora para atingir o ápice das coisas boas nesse país”.
Na virada de junho, Lula completa 17 meses, ou seja, 517 dias à frente da Presidência. Nesse período, o presidente conseguiu avançar em agendas no campo da economia, como a aprovação da Reforma Tributária, meio ambiente e retomada das relações exteriores.
No entanto, o governo ainda enfrenta dificuldades na relação com o Congresso Nacional. Além disso, passou por uma crise na saúde, com a alta de casos de dengue, e o desastre climático no Rio Grande do Sul (RS). Todo esse cenário trouxe impactos à imagem do titular do Planalto, que sofre com a falta de popularidade em comparação a mandatos anteriores.
Pela primeira vez na história, os registros de ansiedade entre crianças e jovens superam os de adultos, mostra análise da Folha de S. Paulo a partir da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) do SUS de 2013 a 2023, período com dados disponíveis.
Com um crescimento expressivo nos últimos anos, a taxa de pacientes de dez a 14 anos atendidos pelo transtorno é de 125,8 a cada 100 mil, e a de adolescentes, de 157 a cada 100 mil. Já entre pessoas com mais de 20 anos, a taxa é de 112,5 a cada 100 mil, considerando dados de 2023. A situação dos mais jovens passou a ficar mais crítica do que a dos adultos em 2022.
Não há apenas uma causa que motive esse aumento, mas alguns apontamentos são comuns para especialistas e citados em diferentes estudos: crises econômicas, climáticas, autodiagnósticos simplistas e uso excessivo de celulares e jogos.
De modo geral, dados mostram que a piora em índices de saúde mental se acentua a partir da segunda década dos anos 2000. Além do maior acesso à informação pela internet, o período é marcado pela popularização do smartphone, com as câmeras frontais para selfies, das redes sociais e dos jogos online.
Há anos, estudiosos se debruçam sobre a relação entre a tecnologia e o comportamento humano, em especial entre crianças e adolescentes, que ainda não desenvolveram todo o sistema de autocontrole. Já se sabe, por exemplo, como as redes sociais têm mecanismos designados a viciar, e não à toa já existe lei para proibir o uso dessas plataformas antes dos 14 anos, caso da Flórida, nos Estados Unidos.
Transtornos relativos à saúde mental
A incidência de transtornos e indicadores relativos à saúde mental foi investigada a partir de três bases de dados. A notícia não é boa: o Brasil segue a mesma tendência de piora para casos de suicídio, lesões autoinfligidas, ansiedade, depressão e sentimentos negativos de adolescentes no convívio escolar.
No caso do suicídio, problema historicamente mais masculino, um dado chama a atenção. Há uma evolução do problema entre meninas de dez a 14 anos, com alta de 221%, de 2000 a 2021, contra aumento de 170% dos meninos.
Outra conclusão preocupante é uma queda no chamado senso de pertencimento escolar. No Brasil, 91,4% das crianças diziam fazer amigos com facilidade na escola no início do século, número que caiu para 86,3% em 2012 e despencou para 69,6% em 2022. A informação vem do Pisa, programa internacional de avaliação de estudantes coordenado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
A sensação de solidão também cresceu. Em 2000, 8,5% dos alunos afirmavam que se sentiam sozinhos. O número saltou para 26,6% em 2022. Além disso, no começo do século, só um em cada 20 estudantes se sentia estranho ou excluído. Em 2022, esse sentimento foi relatado por dois em cada dez alunos.
Incidência de depressão cresceu em todas as faixas etárias
A Pesquisa Nacional de Saúde feita pelo IBGE mostra que a incidência de depressão cresceu em todas as faixas etárias entre 2013 e 2019, anos com dados disponíveis. Entre pessoas de 18 a 21 anos, a taxa de depressão passou de 2,47% para 6,23%, aumento de 152,5%.
Para os indivíduos com 22 anos ou mais, a taxa aumentou de 8,12% para 10,57%, crescimento de 30,2%. Embora a depressão ainda seja menos comum entre os jovens do que nos adultos, essa aceleração está diminuindo a diferença.
O aumento de transtornos e do sentimento de solidão pode indicar dois caminhos: ou os jovens estão falando mais de suas emoções e procurando mais ajuda do que no passado, ou estão fazendo e recebendo diagnósticos errados.
Segundo o SUS, houve uma alta maior entre meninas de dez a 14 anos em casos de suicídio e em internações de lesões do tipo, cujas notificações passaram a ser obrigatórias em 2011. Além disso, atendimentos de depressão tiveram alta de 663% nessa faixa etária contra alta de 301% para os meninos da mesma faixa etária. Em relação a ansiedade, o aumento foi de 398% para meninas dessa faixa ante 251% dos meninos. Já no grupo de 15 a 19 anos, somente em casos de suicídio homens tiveram um aumento maior.
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e o secretário-nacional do União Brasil, ACM Neto (BA) — Foto: Agência O Globo
Com cinco ministérios no governo Lula, PP, Republicanos e União Brasil não só apoiarão candidatos a prefeito contra o PT nas capitais como também estarão na mesma aliança do PL, de Jair Bolsonaro, em municípios tidos como prioritários pelo partido do presidente. Em dez cidades, num rol que inclui São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre, pelo menos um dos três partidos estarão com bolsonaristas contra petistas. Já o inverso só está previsto para acontecer nas disputas do Rio, Fortaleza e Recife. Nas outras cidades, ou há indefinição de cenário ou as legendas do Centrão estarão em alianças opostas às siglas do ex e do atual presidente.
Na maior parte desses casos, os partidos com cargos no governo federal e o PL apoiam políticos que já são prefeitos ou são pré-candidatos considerados competitivos. Uma das cidades mais emblemáticas do afastamento é São Paulo. Lá, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) já tem a promessa de apoio do PL, PP e Republicanos e deve conseguir também o endosso do União Brasil. Do outro lado, o PT e Lula apoiam o deputado Guilherme Boulos (PSOL).
Em Salvador acontecerá algo parecido. O prefeito Bruno Reis (União Brasil) terá o apoio do PL, do PP e do Republicanos. Na capital baiana, o PT apoia Geraldo Júnior (MDB). O mesmo cenário se repete na tentativa de reeleição do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (PSD), que também deve reunir os quatro partidos e enfrentará o petista Lela Faria.
O prefeito de Maceió, JHC (PL), também deverá ter em sua coligação PP, União Brasil e Republicanos. Tião Bocalom (PL), que tenta se reeleger em Rio Branco, já tem o endosso de duas dessas legendas, restando a indefinição do Republicanos.
Uma exceção é Recife, cujo prefeito João Campos (PSB), que deve ter o endosso do PT, já tem o apoio do Republicanos e do União Brasil e ainda tenta conquistar o PP. Também há sincronia entre o cenário nacional e local em Fortaleza, cujo pré-candidato petista é o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Evandro Leitão, que já tem a promessa de apoio do PP e do Republicanos, mas vai enfrentar Capitão Wagner (União Brasil).
O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), que deverá ser apoiado pelo PT, tem o Republicanos em sua base na prefeitura e tenta ainda amarrar uma aliança com o União Brasil e o PP.
Olho em 2026
Os três partidos estão à frente de ministérios com peso na Esplanada. O União Brasil indicou os titulares do Desenvolvimento Regional (Waldez Góes), Comunicações (Juscelino Filho) e Turismo (Celso Sabino), enquanto o Republicanos comanda Portos e Aeroportos (Silvio Costa Filho). O PP, por sua vez, ficou com o Esporte (André Fufuca).
Após um péssimo resultado em 2020, quando saiu das urnas sem estar à frente de nenhuma capital, o PT tenta usar a força da máquina do Executivo para retomar espaço nos municípios — tarefa que enfrenta barreiras nos próprios aliados a nível federal. Além disso, vê adversários tentaram usar a via municipal para fortalecer laços na tentativa de derrotar a gestão petista em 2026.
O senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do partido, é um dos maiores apoiadores de uma aliança nacional que envolva sua legenda, PL, Republicanos e União Brasil para o próximo ciclo presidencial. De acordo com ele, as alianças nas capitais servem como indicativo para uma aglutinação em uma candidatura presidencial de oposição a Lula.
Além disso, Nogueira tenta amarrar uma federação com PP, União Brasil e Republicanos, o que tem esbarrado em divergências regionais.
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, reconhece que o cenário de desalinhamento com as legendas não é o ideal, mas descarta vinculação com a eleição nacional de 2026 e diz que é esperado dos três partidos que sejam base de Lula no Congresso e apoiem a reeleição do presidente. Mesmo no Parlamento, no entanto, a aliança é frágil, como mostram as derrotas do governo sobre a saída temporária de presos e a disseminação de notícias falsas eleitorais.
— Acho que fica (estranho), mas aliança para as eleições municipais nunca foi condição para a composição da base de apoio no Congresso. Nós também temos poucos apoios a candidatos destes partidos e todos eles têm como condição o apoio a Lula em 2026 — disse Gleisi.
Por outro lado, o presidente do União Brasil, Antonio Rueda, justifica o descompasso entre a aliança nacional e os apoios municipais pelo fato de o PT não ter investido tanto em nomes próprios:
— O PT não vai ter candidatura própria em quase nenhuma capital.
Até agora, o partido de Lula definiu pré-candidaturas próprias em apenas 12 capitais. Como mostrou o GLOBO, o PT deve lançar em 2024 o menor número de candidatos do partido dos últimos 32 anos.
Candidaturas próprias
Rueda também evitou falar que há enfrentamento com o PT e disse que o União Brasil tem como prioridade ter candidaturas próprias. São 18 lançadas pelo partido, mas, em algumas delas, como em São Paulo e no Rio, pode haver intervenção para apoiar os atuais prefeitos — Ricardo Nunes (MDB) e Eduardo Paes (PSD), respectivamente.
Outra justificativa dada por dirigentes partidários é que as alianças nas eleições municipais são feitas por pragmatismo e que o PT hoje não se apresenta competitivo em quase nenhuma capital.
Dentro do Republicanos, o entendimento é que o comando nacional da legenda não interfere nas definições municipais e que é dada liberdade para diretórios decidirem. Integrantes do partido, presidido pelo deputado Marcos Pereira (SP), também negam que haja confronto com o PT e dizem que é cedo para definir se vão apoiar a reeleição do presidente ou oposição em 2026.
A avaliação é que, dentro da sigla, é precipitado fazer qualquer previsão, pois ainda há a possibilidade de o comando nacional do Republicanos mudar. Se Pereira, que é pré-candidato a comandar a Câmara, conseguir vencer a disputa no ano que vem, ele já acordou que o deputado Hugo Motta (PB), líder da legenda na Casa e atual primeiro vice-presidente da sigla, vai assumir o comando.
A campanha do ex-presidente dos EUA Donald Trump afirma ter arrecadado US$ 52,8 milhões depois que um júri de Manhattan emitiu um veredicto de culpado em seu julgamento secreto, destacando como o primeiro ex-presidente americano condenado por um crime está usando seus problemas legais para reunir apoiadores, que contribuíram com essa quantia nas 24 horas após o veredicto ter sido anunciado.
As campanhas de Trump e do presidente dos EUA, Joe Biden, enviaram solicitações de arrecadação de fundos depois que o júri, nesta quinta-feira (30), considerou o suposto candidato republicano culpado em todas as 34 acusações de manuseio indevido de registros comerciais para encobrir pagamentos a uma atriz pornô.
A arrecadação de US$ 52,8 milhões de fundos é uma soma enorme para um único dia. Esse montante é mais de dois terços dos US$ 76 milhões que ele arrecadou em todo o mês de abril, a primeira vez que ultrapassou o total de Biden, e supera os US$ 51 milhões arrecadados pelo presidente naquele mês.
“São mais de US$ 2 milhões por hora”, destacou a campanha da Trump, em um comunicado na noite desta sexta-feira (31).
Mais de um terço dos doadores eram novos, segundo o comunicado.
Em mensagens de texto e e-mails, Trump se autodenominou prisioneiro político e disse que sua condenação marcou o dia mais sombrio da história dos EUA.
“Eu não fiz nada de errado!”, disse o ex-presidente em um apelo. “A Justiça está morta na América!”, disse em outro. ““Acabei de ser condenado em um julgamento fraudado com o objetivo de interferir em nossas eleições”.
Ele ofereceu aos doadores bonés pretos com seu slogan “Make America Great Again” e as palavras “Never Surrender”.
Em dezembro de 2022, logo depois das eleições, a Corte desempenhava um trabalho “ótimo” ou “bom” para 31% –a maior taxa desde que o PoderData começou a fazer a pergunta, em junho de 2021. Agora, os percentuais estão em 14% –os mais baixos desde o início da série histórica. Os dados são de pesquisa PoderData realizada de 25 a 27 de maio de 2024.
Já a taxa dos que acham que o Supremo faz um trabalho “ruim” ou “péssimo” saltou 11 pontos percentuais, de 31% para 42%, em 1 ano. Retomou o patamar registrado ao final do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), quando era 40%.
Há ainda 33% da população que avalia a Corte como “regular”. Outros 11% não souberam responder.
A avaliação do STF havia tido um respiro de setembro de 2022 a junho de 2023 –possivelmente um reflexo da menor influência do ex-presidente Jair Bolsonaro na percepção da população. Bolsonaro tinha uma relação conflituosa com a Corte e sua escalada retórica contribuía para que as taxas de “ruim”/”péssimo” avançassem (atingiram o ápice em setembro de 2022: 46%). Na reta final das eleições de 2022 e no início do governo Lula, em especial depois dos atos extremistas do 8 de Janeiro, o discurso de que a Corte teria sido responsável por supostamente “salvar a democracia” parece ter arrefecido as críticas.
Agora, sem Bolsonaro e com apoio de Lula, o STF tem discutido temas sensíveis (aborto, responsabilização de jornais, 8 de Janeiro e porte de drogas) e entrado em conflito, inclusive, com o Congresso –que aprovou, no Senado, uma PEC para reduzir os poderes dos ministros. A sequência de duras decisões monocráticas e o ativismo do STF, pelo que indicam os dados acima, não tem agradado os eleitores e a Corte voltou a ser criticada.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os dados foram coletados de 25 a 27 de maio de 2024, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 211 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, afirmou neste sábado (1º) que a guerra em Gaza continuará até que o Hamas seja destruído. A declaração se deu 1 dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, apresentar uma proposta de cessar-fogo “duradoura” para a região.
“As condições de Israel para acabar com a guerra não mudaram: a destruição das capacidades militares e de governo do Hamas, a libertação de todos os reféns e a garantia de que Gaza não representa mais uma ameaça para Israel”, disse o premiê.
Na 6ª feira (31.mai), Biden apresentou uma proposta para por fim ao conflito de 8 meses na Faixa de Gaza. O plano, dividido em 3 fases, inclui a retirada das forças israelenses, um cessar-fogo imediato e a libertação de reféns em troca de prisioneiros palestinos.
O proposta detalhada pelo democrata sugere inicialmente a retirada das tropas israelenses de Gaza e a libertação de reféns, incluindo mulheres, idosos e feridos. Em contrapartida, centenas de prisioneiros palestinos seriam libertos. A 2ª fase envolve a libertação de todos os reféns restantes, seguida por uma significativa reconstrução de Gaza.
De acordo com Biden, durante a 1ª fase do plano, uma trégua para que representantes israelenses e palestinos negociem um cessar-fogo permanente seria estabelecida. No entanto, Israel afirmou que não suspenderá os ataques. O Hamas se mostrou aberto a ouvir a proposta apresentada pelos Estados Unidos.
Quatro anos depois, o governo brasileiro está perto de ter novamente um embaixador na Coreia do Norte. O diplomata Luis Felipe Fortuna não consegue voltar para o país desde janeiro de 2020, início da onda de Covid.
Fortuna é embaixador da Coreia do Norte desde dezembro de 2018, final do governo Temer. Quando a Coreia do Norte fechou as fronteiras do país no começo de 2020, o diplomata estava de férias no Brasil. Desde então, o embaixador está em Seul, capital da Coreia do Sul.
A Embaixada da Coreia do Norte em Brasília indicou recentemente que concederia um visto diplomático ao embaixador. A expectativa é que Fortuna retorne à capital Pyongyang em breve.
A relação entre as Coreias voltou a se desgastar nos últimos dias. Na quarta-feira (29/5), a imprensa estatal norte-coreana confirmou que o governo enviou cerca de 250 balões com lixo e fezes à Coreia do Sul, o que classificou de “presente de sinceridade”.
Segundo o comunicado, a medida foi uma retaliação a balões enviados por sul-coreanos que chegam à Coreia do Norte com panfletos anti-Pyongyang, rádios, alimentos e pen drives com músicas k-pop.
Gasolina cai 6,2% e diesel sobe 5,9% na refinaria Clara Camarão - Foto: José Aldenir/Agora RN
A 3R Petroleum, empresa que opera a refinaria Clara Camarão em Guamaré, anunciou nesta quinta-feira 14 uma atualização nos preços dos combustíveis. A gasolina apresentou uma redução de 20 centavos (- 6,2%), passando de R$ 3,22 para R$ 3,02 o litro.
Já o diesel teve um aumento de 20 centavos (+ 5,9%), com o novo valor a R$ 3,55 o litro.
Os preços dos combustíveis na refinaria Clara Camarão são atualizados semanalmente. A 3R Petroleum informa que os valores finais podem variar de acordo com os custos de distribuição e impostos específicos de cada região.
Na passagem de dezembro para janeiro, as vendas no comércio varejista no Rio Grande do Norte aumentaram 2,2%. O cenário local acompanhou o nacional, que por sua vez cresceu 2,5%, de acordo com os dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira 14.
Vendas no comércio do RN acompanham crescimento nacional e sobem 2,2% em janeiro
Esta é a primeira alta estatisticamente significativa no País desde setembro do ano passado, quando o crescimento foi de 0,8%. Depois disso, o comércio passou por dois meses de estabilidade (-0,3% em outubro e 0,2% em novembro) e um de queda (-1,4% em dezembro). Com isso, em janeiro, o setor operava 5,7% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro de 2020, e 0,8% abaixo de seu nível recorde, alcançado em outubro de 2020.
“O comércio varejista veio de dois meses mais fracos, em que os resultados foram bastante abaixo do que poderíamos ter visto. Esse é um comportamento que foi observado não só em 2024, mas também em outros anos, quando, por exemplo, houve queda nas vendas no fim de 2022 e uma recuperação em janeiro”, lembra o gerente da pesquisa, Cristiano Santos.
Cinco das oito atividades investigadas na pesquisa avançaram em janeiro deste ano. Dentre elas, os destaques foram as de tecidos, vestuário e calçados (8,5%) e de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (6,1%), que exerceram as principais influências sobre o resultado total do comércio varejista.
“Setorialmente, os resultados vieram com muita amplitude de crescimento em setores que tiveram queda grande no Natal, depois de concentrar as vendas na Black Friday. Isso aconteceu em tecidos, vestuário e calçados, móveis e eletrodomésticos (3,6%), equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação e outros artigos de uso pessoal e doméstico (5,2%), que, juntos, puxaram o crescimento do varejo em janeiro”, destaca o pesquisador.
Uma das mais prejudicadas durante a pandemia de Covid-19, a atividade de tecidos, vestuário e calçados registrou queda de 6,9% em dezembro. “Esse setor ainda está longe de se recuperar das perdas da pandemia. Entre as atividades pesquisadas, é a segunda que está mais distante do patamar de fevereiro de 2020, perdendo, nesse sentido, apenas para o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria, que está 46,7% abaixo desse nível”, pontua Cristiano. Com o resultado de janeiro, o setor de tecidos se encontrava 19,3% abaixo do nível pré-pandemia. No ano passado, foram sete meses no campo negativo.
Ele observa que um dos fatores que atingiram o setor de tecidos foi a crise contábil de grandes cadeias de lojas. “No final de 2022 e ao longo do ano seguinte, algumas empresas revisitaram seus balanços e tiveram que fechar lojas físicas, o que acabou deixando o patamar bem abaixo”, explica o gerente da pesquisa. Além desse setor, ele destaca, entre os mais afetados pela crise, o de outros artigos de uso pessoal e doméstico, que abarca lojas de departamento, e o de móveis e eletrodomésticos.
Outro setor em alta em janeiro foi o de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,9%). O segmento, que é o de maior peso na pesquisa (55,5%), está no terceiro mês seguido no campo positivo. “Há uma influência do componente inflacionário e também do maior consumo das famílias, especialmente de alimentos e bebidas”, ressalta. Em janeiro, o setor estava 9,9% acima do patamar pré-pandemia.
Ele completa que a característica observada no segmento de hiper e supermercados difere de outras atividades, que são mais relacionadas às promoções. “Nesses outros setores, o consumo foi mais concentrado em novembro, que é o mês da Black Friday. Então muitas pessoas antecipam as compras de Natal por conta dos preços. E em janeiro há outra onda de promoções, com as queimas de estoque”, analisa.
O varejo ampliado, que tem duas atividades adicionais nesse indicador, cresceu 2,4% de dezembro para janeiro, com alta em veículos, motos, partes e peças (2,8%).
Por outro lado, três atividades do varejo restrito ficaram no campo negativo em janeiro: livros, jornais, revistas e papelaria (-3,6%), artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (-1,1%) e combustíveis e lubrificantes (-0,2%). Quando considerado o varejo ampliado, há também a variação negativa do setor de material de construção (-0,2%).
Entre as que tiveram queda nas vendas, destaca-se a atividade de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria, que é a terceira de maior peso na pesquisa e exerceu a principal influência negativa no mês. “Nesse setor, também houve o componente inflacionário, com a reposição de patamares de preço de dezembro para janeiro, além do resultado menor das empresas que atuam na parte perfumaria e cosméticos”, observa.
Seis atividades avançam na comparação com janeiro do ano passado
Em janeiro, as vendas no varejo aumentaram 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Esse crescimento foi disseminado por seis dos oito setores do varejo restrito: artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (7,1%), hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (6,4%), equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (4,3%), tecidos, vestuário e calçados (0,7%), combustíveis e lubrificantes (0,6%) e móveis e eletrodomésticos (0,3%).
Já os setores de livros, jornais, revistas e papelaria (-9,0%) e de outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,2%) recuaram nesse período. No varejo ampliado, as três atividades adicionais consideradas nesse indicador ficaram no campo positivo: veículos, motos, partes e peças (11,9%), material de construção (0,4%) e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo (16,1%).
“Nessa perspectiva de longo prazo, fica mais evidente a relação com a queda na taxa básica de juros, que causou a expansão do crédito, ainda que de forma lenta. Outro fator é o aumento da população ocupada e da massa de rendimento, que também impactou esse crescimento de 4,1% no ano”, aponta Cristiano.
Furtos de cabos no RN crescem 30% em menos de três meses - Foto: Neoenergia Cosern
Entre o período de 1º de janeiro e 14 de março de 2024, o número de furtos de cabos da rede elétrica no Rio Grande do Norte registrou um aumento de 30% em comparação com o mesmo intervalo do ano anterior. Na madrugada desta quinta-feira 14, criminosos furtaram mais 1.710 metros de cabos de média tensão. O crime ocorreu nas estruturas de distribuição de energia que cruzam a zona rural de Grossos, litoral da região Oeste potiguar, resultando na interrupção do fornecimento de eletricidade para mais de seis mil pessoas. Além disso, prejudicou o funcionamento de comércios, serviços públicos essenciais e salineiras.
Este foi o 11º registro de ação criminosa somente na região da Costa Branca do estado entre dezembro de 2023 e março deste ano feito pela Neoenergia Cosern. O furto desta quinta-feira se soma às outras investidas criminosas que resultaram, nesse período, no furto de mais de cinco toneladas de cabos e na queda ou quebra de 26 postes somente entre as cidades de Guamaré e Macau.
Dados comparativos:
De 1º de janeiro a 14 de março de 2024: 291 registros de furtos de cabos.
De 1º de janeiro a 14 de março de 2023: 224 registros de furtos de cabos.
Aumento: 67 ocorrências (30%).
Os criminosos agiram em regiões distantes até 230 quilômetros uma da outra nos casos registrados até o momento. Na madrugada de 2 de março, bandidos derrubaram quatro postes e furtaram 300 metros de cabos de média tensão na zona rural de Touros, deixando 2.565 pessoas sem energia, incluindo parte de São Miguel do Gostoso. Antes, em 1º de março, eles furtaram 800 metros de cabos da rede de média tensão na zona rural de Areia Branca, nas proximidades da praia de Ponta do Mel.
Em 27 de fevereiro, os criminosos quebraram seis postes e roubaram 600 metros de cabos de alta tensão da linha de transmissão entre Macau e Guamaré, prejudicando moradores e uma empresa geradora de energia eólica.
A partir de 28 de fevereiro, cerca de 50 profissionais e 11 veículos com estrutura para atividades de maior complexidade trabalharam na reconstrução dos trechos alvos dos criminosos. O trabalho foi delicado e exigiu cuidados de segurança redobrados, pois vários trechos de acesso estavam alagados devido às chuvas registradas nos últimos dias.
Também em 28 de fevereiro, criminosos furtaram 400 metros de cabos de alta tensão em Guamaré, deixando milhares de pessoas sem energia por quase 10 horas.
Esse tipo de crime pode ser denunciado anonimamente e com segurança à Polícia Militar, no telefone 190, e no 116 da Neoenergia Cosern. Por questões de segurança, a população nunca deve se aproximar da rede elétrica, principalmente se ela estiver danificada por atos criminosos.
É preciso buscar os tratamentos adequados para reduzir ou mesmo debelar a incontinência, aponta médico. Foto: Freepik
O dia 14 de março marca o “Dia Mundial da Incontinência Urinária”, uma forma de chamar a atenção para a condição que faz parte de um grupo de sintomas associados à idade, também conhecidos como LUTS (sintomas do trato urinário inferior, tradução da sigla em inglês).
Apesar de serem pouco falados, os LUTS são muito comuns entre os brasileiros. Estudos apontam que o problema atinge 59% das mulheres e 40% dos homens acima dos 40 anos. E mais de 95% em mulheres e mais de 70% em homens, com pessoas acima de 70 anos. Os LUTS comprometem o funcionamento da bexiga, levando ao aumento da frequência da urina.
Para o urologista Maryo Kempes, as pessoas precisam ter em mente que a condição, mesmo tendo uma incidência maior em pessoas mais idosas, pode afetar a pessoas de todas as idades. “As pessoas precisam ficar atentas a qualquer alteração no funcionamento de seu sistema urinário e procurar ajuda médica especializada se notar sintomas como necessidade constante de ir ao banheiro, inclusive durante à noite, jato fraco de urina e urgência urinária”, alerta o urologista.
Maryo Kempes afirma ainda que a incontinência urinária pode causar problemas que vão além do desconforto físico, afetando também os lados emocional e psicológico dos pacientes. “Em situações mais extremas, por precisarem ir toda hora ao banheiro e pela possibilidade de escape de urina durante atividades cotidianas, algumas pessoas desenvolvem até quadros de depressão e reclusão social”, conta o médico. “Por essa razão, é preciso buscar os tratamentos adequados para reduzir ou mesmo debelar a incontinência”.
Para o urologista Maryo Kempes, as pessoas precisam ter em mente que a condição pode afetar a pessoas de todas as idades. Foto: Cedida AGORA RN
Vereador Raniere Barbosa lidera com folga pesquisa para a Câmara de Natal. Foto: Elpídio Jr/CMN
O vereador Raniere Barbosa, pré-candidato à reeleição, lidera com folga a corrida rumo à Câmara Municipal de Natal nas eleições de 2024, segundo a pesquisa EXATUS. Ele aparece com 2,33% das intenções de voto (47 citações), quase o dobro do segundo colocado, o também vereador Nivaldo Bacurau, que tem 1,33% (o equivalente a 27 citações na pesquisa).
Aparecem, na sequência, com ao menos 10 citações: Aroldo Alves, Max Serrão, Preto Aquino, Robson Carvalho e Tércio Tinoco.
Raniere acredita que a liderança isolada na pesquisa é reflexo da sua forte atuação e produção legislativa na Casa, com dezenas de projetos de leis e iniciativas aprovadas e que são base para a legislação nacional.
“Credito esse resultado ao reconhecimento pela minha presença diária nas ações do poder legislativo, onde busco estar presente no dia a dia, intervindo e atendendo às demandas reprimidas dos cidadãos. Estou há 16 anos na Câmara Municipal, durante os quais ocupei cargos de liderança como presidente da Casa com 99% de adesão dos meus colegas e de comissões importantes. Atualmente, presido a Comissão de Finanças, Orçamento, Controle e Fiscalização, mas já fui líder e vice-líder de bancada e ex-secretário municipal em quatro pastas, além de já ter presidido a Federação das Câmara do RN”, afirmou.
O parlamentar registra que já apresentou mais de 80 projetos ao longo de seus mandatos legislativos. Um dos projetos relevantes foi a proposta de lei para proteção da mulher em situações de risco em locais como bares e casas noturnas, que influenciou uma lei federal semelhante.
“Isso reflete meu compromisso com a garantia de segurança e bem-estar das mulheres em Natal. Esse projeto, para proteção da mulher em situações de riscos em estabelecimentos comerciais, foi o protagonista que impulsionou a criação de uma lei federal que é praticamente copia do nosso projeto”, enfatizou.
Além disso, o parlamentar foi o autor de iniciativas como o “Ambulante Legal”, que promoveu segurança jurídica a ambulantes e camelôs da cidade e geração de emprego e renda para a população. E o que incluiu o símbolo do autismo como atendimento preferencial em Natal para quem vive e convive com o espectro autista em Natal, demonstram seu compromisso com a economia, trabalho e inclusão social. Este último também foi base para uma lei nacional. “É muito orgulho em termos leis aprovadas que beneficiam a população natalense”.
Raniere destacou ainda que, além de sua atuação no cenário político natalense, possui uma presença ativa nas feiras livres de Natal. E lembrou ainda de iniciativas lideradas por ele, que tiveram destaque e repercussão na esfera legislativa municipal. Entre elas, o projeto de revitalização de uma escola na Zona Norte de Natal, no Parque dos Coqueiros; o cadastramento de mais de 700 ambulantes em São Gonçalves e Olímpico, com o uso do colete e crachá, além do QR Code para identificar a tipologia dos locadores de mesas e cadeiras.
Quem é Raniere Barbosa?
Além de seu papel como agente político, Raniere Barbosa se apresenta como um pai, amigo e cidadão engajado em conquistar uma liderança baseada no respeito e na dedicação ao serviço público. Com formação em Ciências Contábeis e Gestão Pública, ele traz consigo uma bagagem diversificada que inclui experiências no setor público e privado.
“E no dia a dia, sou bacharel em Ciências Contábeis, com formação em Gestão Pública, tendo exercido diversas funções no poder executivo, como secretário do governo municipal, como pequeno empresário e tendo a iniciativa privada. Liderança se conquista, ninguém impõe liderança. Dentro da Câmara, já consegui ser líder de bancada e presidente da Câmara tendo a maior votação da história da Câmara de 29 pares, de 28 votos, ou sejam 99% de adesão dos colegas. Eu sou muito presente nas atividades e nas ações da nossa cidade”, afirmou ele.
Dados do levantamento
A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 12 de março, por uma equipe de 13 entrevistadores, dois supervisores e um estatístico, e que ouviram 2 mil eleitores em Natal . A margem de erro é de 2,19%, com 95% de confiança. O registro é o RN-04623/2024.