Balanço
divulgado ontem (18) pelo Ministério da Saúde mostra que 1.384 bebês que
nasceram com microcefalia e outras alterações no sistema nervoso que sugerem
origem infecciosa. Destes, 207 tiveram confirmação laboratorial para relação
com o vírus Zika, mas apesar deste número, a pasta diz que quase a totalidade
dos casos são relacionadas ao vírus.
Os
dados são referentes ao período de outubro de 2015 a 14 de maio deste ano. No
total, foram notificados 7.534 casos suspeitos desde o início das
investigações, em outubro de 2015, sendo que 3.332 permanecem em investigação e
2.818 foram descartados.
Em
relação aos óbitos, no mesmo período, foram registrados 273 óbitos suspeitos de
microcefalia e/ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante
a gestação no país. Destes, 59 foram confirmados para microcefalia e/ou
alteração do sistema nervoso central. Mais 177 casos continuam em investigação
e 37 foram descartados.
Zika - Transmitido
por um mosquito bem conhecido dos brasileiros, o Aedes aegypti, o vírus Zika
começou a circular no Brasil em 2014, mas teve os primeiros registros feitos
pelo Ministério da Saúde em maio de 2015. O que se sabia sobre a doença, até o
segundo semestre do ano passado, era que sua evolução costumava ser benigna e
que os sintomas, geralmente erupção cutânea, fadiga, dores nas articulações e
conjuntivite, além de febre baixa, eram mais leves do que os da dengue e da
febre chikungunya, também transmitidas pelo mesmo mosquito.
Porém,
em outubro de 2015, exame feito pela médica especialista em medicina fetal,
Adriana Melo, descobriu a presença do vírus no líquido amniótico de um bebê com
microcefalia. Em 28 de novembro, o Ministério da Saúde confirmou que, quando
gestantes são infectadas pelo vírus podem gerar crianças com microcefalia, uma
malformação irreversível do cérebro que pode vir associada a danos mentais,
visuais e auditivos. Pesquisadores confirmaram que a Síndrome de Guillain-Barré
também pode ser ocasionada pelo Zika.
A
microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do Zika,
como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral.
Nenhum comentário:
Postar um comentário