O advogado José Eduardo Alckmin, que defende o senador Aécio Neves
(PSDB-MG), afirmou por meio de nota divulgada nesta quinta-feira (18)
que o parlamentar recebeu legalmente um empréstimo do empresário Joesley
Batista destinado a pagar os custos com a defesa dele na Operação Lava
Jato.
Em nota divulgada por sua defesa, Aécio afirma que o pedido de dinheiro
ao empresário se tratou, "única e exclusivamente de uma relação entre
pessoas privadas, em que o senador solicitou apoio para cobrir custos de
sua defesa, já que não dispunha de recursos para tal".
Em delação premiada à Procuradoria Geral da República (PGR), o
empresário Joesley Batista – um dos donos do frigorífico JBS –, entregou
uma gravação de 30 minutos na qual Aécio, presidente nacional do PSDB, pede R$ 2 milhões para, supostamente, pagar a defesa dele na Lava Jato. A delação, revelada nesta quarta (17) pelo jornal "O Globo", foi homologada pelo ministro Fachin.
De acordo com o advogado, o senador sugeriu primeiramente a venda de um
apartamento da família, mas, segundo afirmou, o empresário propôs
"emprestar recursos lícitos provenientes de sua empresa, o que ocorreu
sem qualquer contrapartida".
Nesta quinta, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou o afastamento de Aécio Neves das funções de senador.
Políticos envolvidos na delação da JBS (Foto: Editoria de Arte/G1)
Por G1, Brasília
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