O relator da reforma trabalhista
nas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e Assuntos Sociais (CAS) do
Senado, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), divulgou nota nesta quinta-feira (18)
em que afirma que o calendário de análise da proposta está suspenso em
razão da "crise institucional" que se instalou após a revelação de que o
presidente Michel Temer foi gravado dando aval para a compra de silência ao ex-deputado Eduardo Cunha.
Pela previsão de governistas, a análise da proposta pelo Senado seria
concluída até o dia 15 de junho, mas as denúncias que envolvem Temer
devem atrasar esse andamento.
Entre outros pontos, a reforma estabelece regras para que acordos entre
empresários e representantes dos trabalhadores passem a ter força de
lei, o chamado "negociado sobre o legislado". O tema é uma das
prioridades do governo Temer para o ano de 2017.
Parlamentares da oposição já falavam em paralisar a análise da medida,
assim como, a votação da reforma previdenciária, que está em análise na
Câmara.
Na nota, Ferraço chamou disse que a crise institucional é "devastadora"
e que os parlamentares devem priorizar a solução do problema antes de
dar continuidade à análise da reforma trabalhista.
"Na condição de relator do projeto, anuncio que o calendário de
discussões anunciado está suspenso. Não há como desconhecer um tema
complexo como o trazido pela crise institucional. Todo o resto agora é
secundário”, afirma o senador tucano na nota.
Por Gustavo Garcia, G1, Brasília
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