A tentativa de silenciar a imprensa jamais foi uma estratégia inteligente. Ao longo da história, iniciativas para intimidar, pressionar ou boicotar profissionais da comunicação costumam produzir o efeito contrário: fortalecem o trabalho jornalístico e despertam ainda mais interesse da sociedade pelos fatos.
Assistindo aos telejornais nos últimos dias, lembrei de um episódio recente ocorrido no Oeste potiguar.
Segundo relatos obtidos por este espaço, um assessor ligado a uma determinada gestão teria orientado servidores do órgão onde atua a evitar contato, entrevistas e até o acompanhamento dos conteúdos produzidos por um profissional de imprensa da região. A iniciativa, que teria como objetivo isolar o jornalista, acabou tomando um rumo inesperado.
Diversos servidores registraram e compartilharam relatos sobre a suposta tentativa de boicote. O material, conforme as informações recebidas, chegou justamente às mãos do profissional que seria alvo da articulação.
Desde então, um grupo formado por oito pessoas — entre elas, segundo as informações, cinco com conhecimento direto dos fatos — estaria reunindo documentos, áudios, relatos e outros elementos relacionados à atuação desse assessor, não apenas no município onde atualmente trabalha, mas também em cidades nas quais teria exercido funções anteriormente.
As informações indicam que esse material vem sendo organizado de forma criteriosa e que sua divulgação poderá ocorrer no momento considerado mais oportuno pelos envolvidos. Até agora, apenas parte dos episódios teria vindo a público, em pequenas doses, enquanto novas informações continuam sendo reunidas.
Outro ponto que chama atenção é que, conforme as fontes ouvidas, já existem servidores dispostos a confirmar publicamente que foram procurados para aderir ao suposto movimento de boicote ao jornalista.
Caso esses relatos sejam efetivamente comprovados, o episódio poderá ganhar novos desdobramentos e ampliar o debate sobre liberdade de imprensa, transparência e o direito da sociedade à informação.
No jornalismo, há uma máxima que continua atual: tentar calar a imprensa raramente resolve um problema. Na maioria das vezes, apenas aumenta a repercussão dos fatos e acelera a busca pela verdade.
Fonte: Blog do João Moacir
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