O crescimento de Augusto Cury nas pesquisas eleitorais começa a chamar a atenção no cenário presidencial de 2026. Em análise, o colunista Lauro Jardim destacou o salto do candidato do Avante na pesquisa BTG/Nexus, na qual Cury passou de 2% para 11% das intenções de voto em apenas uma semana. O avanço o colocou isoladamente na terceira posição, atrás de Lula e Flávio Bolsonaro.
Para Jardim, a ascensão representa uma “faísca de novidade” em uma eleição marcada até agora pela forte polarização entre os dois principais candidatos. O movimento também coincide com uma explosão de engajamento nas redes sociais e com o crescimento expressivo da presença digital de Cury.
O fenômeno ganhou ainda mais força após a participação do candidato em debates e entrevistas, impulsionando sua exposição entre eleitores que buscam uma alternativa à polarização. Cury também registrou forte crescimento no número de seguidores nas redes sociais.
Apesar do avanço, analistas mantêm cautela sobre a sustentabilidade do movimento. Cury é um estreante na política e construiu sua carreira principalmente como escritor e psiquiatra, o que alimenta dúvidas sobre sua capacidade de transformar a popularidade repentina em uma candidatura competitiva até o fim da disputa.
A ascensão, porém, já deixou de aparecer em apenas um levantamento. Na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, Cury também avançou fortemente, chegando a 7,8% e empatando tecnicamente com Renan Santos.
As próximas rodadas de pesquisas, especialmente Quaest e Datafolha, serão importantes para determinar se o crescimento representa uma tendência consistente ou apenas um movimento momentâneo provocado pela maior exposição do candidato.
Fonte: Lauro Jardim, O Globo
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