O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem demonstrado preocupação com os vazamentos de informações da investigação da Polícia Federal que envolve seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, suspeito de envolvimento em um esquema de tráfico de influência e corrupção.
Segundo relatos publicados pela imprensa, Lula teria atribuído os vazamentos a uma suposta “ala bolsonarista” dentro da Polícia Federal, formada, na avaliação do presidente, por agentes simpáticos ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A divulgação gradual de informações sobre o caso também preocupa integrantes do governo e do PT. Na avaliação de aliados de Lula, a sucessão de revelações durante o período eleitoral pode ampliar o desgaste do presidente e favorecer seus adversários políticos.
O episódio ocorre paralelamente às investigações envolvendo o Banco Master, que atingem o entorno do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Petistas avaliam que a repercussão do caso Lulinha acaba desviando o foco das acusações e suspeitas relacionadas ao adversário.
A crise em torno dos vazamentos também aumentou a tensão entre setores da PF e do Supremo Tribunal Federal. O ministro André Mendonça, relator do caso, determinou a ampliação das investigações sobre o vazamento de informações após um pedido da defesa de Lulinha.
Apesar das críticas, Lula tem afirmado que não pretende interferir nas investigações da Polícia Federal. O presidente, porém, questiona a forma como informações sigilosas vêm sendo divulgadas e o impacto político das revelações durante a campanha eleitoral.
Fonte: Folha de S.Paulo
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