Aliados do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, avaliam que uma postura de neutralidade na disputa presidencial pode reduzir o espaço de negociação da legenda em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL).
Nos bastidores, pessedistas consideram que o avanço de partidos do Centrão em direção ao candidato do PL pode formar uma ampla base de apoio a Flávio no Congresso Nacional a partir de 2027. Nesse cenário, o PSD poderia perder força nas negociações por espaço político, cargos e participação na definição de prioridades do governo.
A preocupação também envolve a influência sobre o Orçamento e as emendas parlamentares, embora a distribuição desses recursos esteja submetida a regras e mecanismos de transparência que limitam o controle direto das direções partidárias.
O PSD decidiu liberar seus filiados para apoiar Lula (PT) ou Flávio no segundo turno. A estratégia preserva a autonomia das lideranças estaduais, mas também expõe o partido ao risco de ficar distante de uma eventual maioria governista caso Flávio confirme a vantagem obtida no primeiro turno.
Fonte: Folha de S.Paulo

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