O professor de Direito Constitucional da Universidade Federal Fluminense (UFF), Gustavo Sampaio, explicou como a retirada dos votos de Anthony Garotinho da disputa pelo governo do Rio de Janeiro pode alterar matematicamente o resultado da eleição.
Segundo Sampaio, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não havia definido qual seria a metodologia de cálculo para determinar a necessidade ou não de um segundo turno. Com a manifestação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os votos atribuídos a Garotinho seriam retirados da base considerada válida.
“Com a resposta do TSE removem-se os votos a Garotinho. E qual é a consequência matemática? A participação de Douglas Ruas (PL), num universo que se torna menor, passa a superar 50% dos votos”, explicou o professor.
Na prática, a exclusão desses votos reduz o universo de votos válidos utilizado no cálculo. Com isso, a participação proporcional de Douglas Ruas (PL) aumenta e pode ultrapassar a marca de 50%, percentual necessário para definir a eleição ainda no primeiro turno.
A questão, portanto, deixa de ser apenas política e passa a envolver diretamente a metodologia de totalização dos votos e os critérios jurídicos estabelecidos pela Justiça Eleitoral.
Fonte: Gustavo Sampaio, professor de Direito Constitucional da UFF, em entrevista à GloboNews
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