sexta-feira, 29 de maio de 2015

Bovespa recua com exterior e guiada por bancos e Vale No exterior, continua a apreensão sobre a crise na Grécia. No mês, a bolsa acumula queda de 3,54%; no ano, alta é de 8,46%.

O principal índice da Bovespa firmava-se no território negativo nesta quinta-feira (28), afetado pelo quadro desfavorável no cenário externo, com ações de bancos mais uma vez pressionadas por apreensão acerca de potencial efeito de medidas de ajuste das contas públicas.

Às 14h41, o Ibovespa, o principal índice da bolsa paulista, caía 1,06%, a 53.662 pontos. Veja a cotação.
Preocupações relacionadas à Grécia, que segue sem acordo com credores internacionais, e números de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos afetavam negócios em Wall Street e na Europa, após o enxugamento de liquidez na China pelo banco central do país minar o humor em bolsas na Ásia.

No front local, agentes financeiros veem a aprovação no Senado de medida sobre benefícios previdenciários na véspera como novo avanço no esforço fiscal, mas seguem cautelosos quanto à formatação final do ajuste, em que o Senado aprovou elevação de tributos sobre produtos importados.

As operações também são influenciadas pelos últimos ajustes ao rebalanceamento semestral do índice MSCI Brasil, que passa a vigorar no fechamento de 29 de maio. Bradespar, Gerdau Metalúrgica e Eletrobras ON foram excluídas.
Petrobras, Vale e CSN
A Petrobras mostrava alguma volatilidade, com as preferenciais e ordinárias em alta. O noticiário da estatal incluía a devolução à União do bloco BM-S-21 pelo consórcio da Petrobras e da Galp Energia e reportagem do jornal Valor Econômico de que a empresa pode fazer oferta pública da BR Distribuidora no segundo semestre.
A Vale também opera em forte baixa, após cinco sessões consecutivas de alta. As ações da mineradora acompanhavam o declínio do preço do minério de ferro no mercado à vista na China, após a commodity atingir máxima de quase três meses na sessão anterior. O jornal The Globe Mail também informou que a Vale pode vender ativos de potássio em Saskatchewan, no Canadá.
A CSN estava entre as maiores perdas do Ibovespa, com declínio de 6,24%, contaminada pelo declínio do minério de ferro, uma vez que também produz a commodity. O BTG Pactual escreveu sobre as condições de demanda do mercado siderúrgico, que na visão dos analistas tem piorado rapidamente e pressionado a perspectiva para os lucros e não parece estar precificada. No relatório, cortou a recomendação para CSN para "venda", enquanto manteve as recomendações de "compra" para Gerdau e "neutra" para Usiminas.
Bancos
Bradesco e Itaú Unibanco recuavam, em meio a novos dados mostrando aumento da inadimplência entre as empresas e após o jornal O Estado de S. Paulo noticiar que a equipe econômica analisa a possibilidade de cobrar imposto de renda sobre o rendimento das Letras de Crédito Agrícola (LCA) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI), reavivando especulações sobre tributação nessas aplicações. Banco do Brasil também tinha forte queda.

Véspera
A Bovespa fechou em alta na quarta-feira (27), após passar parte do pregão mantendo a tendência de desvalorização da véspera, quando o Ibovespa atingiu o menor patamar em quase dois meses. A alta foi impulsionada pela recuperação das ações de bancos e da Petrobras, tendo como suporte o viés positivo no mercado acionário no exterior. O Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu 1,13%, aos 54.236 pontos.
Na semana, a bolsa acumula queda de 0,26% e no mês, de 3,54%. No ano, há valorização de 8,46%.



 Do G1, em São Paulo

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