O principal índice da Bovespa firmava-se no território negativo nesta
quinta-feira (28), afetado pelo quadro desfavorável no cenário externo,
com ações de bancos mais uma vez pressionadas por apreensão acerca de
potencial efeito de medidas de ajuste das contas públicas.
Às 14h41, o Ibovespa, o principal índice da bolsa paulista, caía 1,06%, a 53.662 pontos. Veja a cotação.
Preocupações relacionadas à Grécia, que segue sem acordo com credores
internacionais, e números de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados
Unidos afetavam negócios em Wall Street e na Europa, após o enxugamento
de liquidez na China pelo banco central do país minar o humor em bolsas
na Ásia.
No front local, agentes financeiros veem a aprovação no Senado de
medida sobre benefícios previdenciários na véspera como novo avanço no
esforço fiscal, mas seguem cautelosos quanto à formatação final do
ajuste, em que o Senado aprovou elevação de tributos sobre produtos
importados.
As operações também são influenciadas pelos últimos ajustes ao
rebalanceamento semestral do índice MSCI Brasil, que passa a vigorar no
fechamento de 29 de maio. Bradespar, Gerdau Metalúrgica e Eletrobras ON
foram excluídas.
Petrobras, Vale e CSN
A Petrobras mostrava alguma volatilidade, com as preferenciais e
ordinárias em alta. O noticiário da estatal incluía a devolução à União
do bloco BM-S-21 pelo consórcio da Petrobras e da Galp Energia e
reportagem do jornal Valor Econômico de que a empresa pode fazer oferta
pública da BR Distribuidora no segundo semestre.
A Vale também opera em forte baixa, após cinco sessões consecutivas de
alta. As ações da mineradora acompanhavam o declínio do preço do minério
de ferro no mercado à vista na China, após a commodity atingir máxima
de quase três meses na sessão anterior. O jornal The Globe Mail também
informou que a Vale pode vender ativos de potássio em Saskatchewan, no
Canadá.
A CSN estava entre as maiores perdas do Ibovespa, com declínio de
6,24%, contaminada pelo declínio do minério de ferro, uma vez que também
produz a commodity. O BTG Pactual escreveu sobre as condições de
demanda do mercado siderúrgico, que na visão dos analistas tem piorado
rapidamente e pressionado a perspectiva para os lucros e não parece
estar precificada. No relatório, cortou a recomendação para CSN para
"venda", enquanto manteve as recomendações de "compra" para Gerdau e
"neutra" para Usiminas.
Bancos
Bradesco e Itaú Unibanco recuavam, em meio a novos dados mostrando
aumento da inadimplência entre as empresas e após o jornal O Estado de
S. Paulo noticiar que a equipe econômica analisa a possibilidade de
cobrar imposto de renda sobre o rendimento das Letras de Crédito
Agrícola (LCA) e Letras de Crédito Imobiliário (LCI), reavivando
especulações sobre tributação nessas aplicações. Banco do Brasil também
tinha forte queda.
Véspera
A Bovespa fechou em alta na quarta-feira (27), após passar parte do
pregão mantendo a tendência de desvalorização da véspera, quando o
Ibovespa atingiu o menor patamar em quase dois meses. A alta foi
impulsionada pela recuperação das ações de bancos e da Petrobras, tendo
como suporte o viés positivo no mercado acionário no exterior. O
Ibovespa, principal indicador da Bolsa de Valores de São Paulo, subiu
1,13%, aos 54.236 pontos.
Na semana, a bolsa acumula queda de 0,26% e no mês, de 3,54%. No ano, há valorização de 8,46%.
Do G1, em São Paulo
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