sexta-feira, 29 de maio de 2015

Corruptos na Fifa são minoria e vão responder pelo que fizeram, diz Blatter Escândalo de corrupção levou à prisão de oito integrantes da entidade. Na votação desta sexta, Joseph Blatter é candidato à quarta reeleição.


O presidente Joseph Blatter se manifestou publicamente nesta quinta-feira (28) sobre o escândalo de corrupção que levou à prisão de oito integrantes da Fifa. Na votação desta sexta-feira (29), ele é candidato à quarta reeleição.
A abertura do congresso da Fifa teve música, dança e a primeira manifestação pública do presidente da entidade, o suíço Joseph Blatter, desde que sete dirigentes foram presos nesta quarta-feira (27). Blatter não está entre os investigados e disse que os culpados pela corrupção são uma minoria e devem ser responsabilizados pelo que fizeram.
Ele afirmou também que muitos o consideram responsável pelos problemas no futebol, mas ele não pode monitorar tudo. Do lado de fora da sede da Fifa, manifestantes pediam a saída de Blatter.
O dirigente comanda a Fifa desde 1998 e é candidato ao quinto mandato, na eleição marcada para esta sexta-feira (29). Mais cedo, Blatter convocou uma reunião extraordinária dos presidentes das confederações de futebol e teve uma conversa dura com o presidente da Uefa, a confederação europeia, o francês Michel Platini. O próprio Platini contou que, em um diálogo olho no olho, pediu para Blatter renunciar à presidência da Fifa. E completou: "Agora chega".
A Uefa representa 54 países, tem um de cada quatro votos na escolha para presidente da Fifa. Os europeus chegaram a pensar em boicotar a eleição desta sexta-feira (29), mas voltaram atrás. No lugar disso, decidiram que a maioria das federações vai votar no candidato de oposição ao atual presidente, Joseph Blatter. O príncipe jordaniano Ali Bin al Hussein ainda é um azarão na eleição, mas agora tem mais chances.
Líderes mundiais também se manifestaram sobre o escândalo. O primeiro-ministro britânico David Cameron afirmou que Blatter tem que renunciar. Já o presidente russo, Vladimir Putin, saiu em defesa dele. Disse que as investigações são uma tentativa de evitar a reeleição do dirigente e a realização da Copa de 2018 na Rússia. E criticou a postura americana. Para ele, o caso mostra mais uma vez a interferência dos Estados Unidos em assuntos de outros países.
Os sete dirigentes da Fifa presos nesta quarta-feira (27) estão em cadeias separadas, em celas individuais. Um deles tinha concordado com a extradição para os Estados Unidos, mas voltou atrás e agora os sete estão entrando com recurso na justiça, um processo que pode demorar vários meses. O Ministério da Justiça da Suíça informou que o brasileiro José Maria Marin tem um médico à disposição se ele precisar. O dirigente, de 83 anos, está bem de saúde.
Segundo a Fifa, o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, embarcou nesta quinta-feira (28) de volta pro Brasil.


 

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