A agência de controle das armas químicas anunciou nesta quinta-feira
(28) que 90% dos arsenais mundiais deste tipo de armamento foram
destruídos, o que classificou de grande marco.
Entre os arsenais eliminados está o denominado gás mostarda e os
precursores químicos para elaborar gases mortíferos como o sarin,
informou a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq).
"Este é um grande marco que demonstra que estamos perto de deixar o
mundo livre de armas químicas", informou o diretor da Opaq, Ahmed
Uzumcu, em um comunicado.
No total foram destruídas 65.000 toneladas métricas de armas químicas
declaradas, principalmente dos arsenais americano e russo, informou o
porta-voz provisório da organização, Peter Sawczak, à AFP.
Isso inclui 1.300 toneladas de armas químicas que foram retiradas da Síria e a maioria das quais foram destruídas a bordo de um navio americano.
A completa destruição dos arsenais russo e americano, que datam da
Guerra Fria, está prevista para 2020 e 2023, respectivamente, indicou a
Opaq.
Desde a instauração da Convenção de Armas Químicas, em 1997, que
estabeleceu a destruição dos arsenais americano e russo, 190 nações
aderiram ao texto.
Da France Presse
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