A audiência deverá ser realizada em Cáceres com a presença de representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), Ministério Público Federal (MPF) e Procuradoria Regional da União. Na ação, a AGU pede que a Justiça conceda liminar para a retirada imediata dos índios da pista e a suspensão dos bloqueios. O advogado Giovani Soares Borges, da Procuradoria Regional, unidade da AGU no estado, disse que o magistrado não analisou o pedido de liminar, mas determinou que primeiramente seja realizada a audiência entre as partes.
Na quarta-feira (27), os indígenas recusaram qualquer acordo com a Funai e decidiram manter a interdição da pista, como forma de protesto, por melhorias na aldeia. Eles exigem a presença de um representante da Funai de Brasília no ponto de interdição e, dessa forma, pretendem continuar cobrando valores de R$ 25 a R$ 50 por veículo. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a manifestação ocorre de forma pacífica e a tropa de choque não deverá ser acionada para a retirada dos índios.
Caso o motorista se negue a pagar o pedágio, ele é ameaçado com arco e flecha. Cones e tocos estão espalhados na pista para dificultar o tráfego. O grupo realiza o bloqueio das 6h às 18h, e retomam a interdição no dia seguinte. Também usam placas de 'pare' e 'siga' para sinalizar e deixam que um veículo por vez passe pela via.
Pelo menos 45 motoristas já registraram boletins de ocorrência contra o pedágio cobrado pelos índios na BR-174. As denúncias são contra as cobranças mediante ameaças praticadas pelos grupos, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal. Muitos condutores que se recusam a pagar o pedágio são vítimas de atos violentos por parte dos índios, que lançam flechas e quebram os vidros dos veículos.
Nenhum comentário:
Postar um comentário