A presidente Dilma Rousseff comandou nesta terça-feira, 27, uma
estratégia de reaproximação com seu padrinho, Luiz Inácio Lula da Silva,
evitando que a crise política se agravasse ainda mais. Um dia depois de
Lula ter culpado Dilma
pela operação de busca e apreensão da Polícia Federal na empresa de seu
filho caçula, Luís Cláudio, vários gestos foram feitos pelo Palácio do
Planalto para impedir que a guerra interna no PT atingisse o ápice,
contaminando o relacionamento já desgastado entre criador e criatura.
Dilma embarcou para São Paulo, no fim do dia, e participou da festa de
70 anos do ex-presidente, no Instituto Lula. Antes disso, bem cedo, ela
telefonou para Lula, postou um vídeo no Facebook chamando-o de "parceiro de todas as horas", disse ter orgulho de caminhar "lado a lado" dele e o cumprimentou pelo aniversário.
A ordem no Planalto é não jogar mais lenha na fogueira. No núcleo do
governo, o argumento é que um divórcio dos dois, nesse momento, só
interessa à oposição. Um ministro contou ao jornal O Estado de S. Paulo
que Dilma disse a Lula entender o seu desabafo de pai, mas garantiu não
ter controle sobre as ações da Polícia Federal, que na segunda-feira
vasculhou a empresa LFT Marketing Esportivo, de Luís Cláudio, ao
investigar negociações de medidas provisórias.
Erros
Mais calmo, o ex-presidente negou ter responsabilizado Dilma pela
operação policial, mas, nos bastidores, em conversa com amigos, ele tem
reclamado da sucessora e apontado erros na condução da política e da
economia. Queixa-se por não ser ouvido e diz que, se ela e o governo não
mudarem, sua candidatura ao Planalto, em 2018, será inviável.
Na tentativa de mostrar que a relação com Lula não está abalada, Dilma
cogita aparecer novamente ao seu lado amanhã, na reunião do Diretório
Nacional do PT, em Brasília.
O problema é que, além de todos os atritos, Lula não perdoa o ministro
da Justiça, José Eduardo Cardozo. O coro contra Cardozo, puxado pela
corrente Construindo um Novo Brasil (CNB), majoritária no PT, deve ser
retomado na reunião desta quarta-feira (28) da Executiva do partido e
também amanhã, no encontro do diretório petista.
Dilma já avisou, no entanto, que Cardozo fica. A pedido da presidente, o
titular da Casa Civil, Jaques Wagner, tenta desde a semana passada
reconstruir pontes e marcar um encontro entre Lula e o ministro da
Justiça. Sem sucesso.
A ação da PF no escritório do filho de Lula terá como efeito imediato a
mudança de foco na reunião da cúpula do PT. A ideia era aproveitar o
encontro para ampliar a pressão sobre o ministro da Fazenda, Joaquim
Levy, além de discutir a campanha municipal de 2016. Uma ala do PT
também quer que o partido condene publicamente o presidente da Câmara,
Eduardo Cunha (PMDB-RJ), suspeito de esconder contas na Suíça com
dinheiro da Petrobrás, mas isso não vai ocorrer. A defesa de Lula e do
PT deve ofuscar outras polêmicas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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