terça-feira, 27 de outubro de 2015

Não me arrependo de nenhuma decisão no BNDES, diz Mantega Ex-ministro da Fazenda presta depoimento em CPI na Câmara, em Brasília. Ele esteve à frente da instituição de novembro de 2004 a março de 2006.

Mantega na CPI do BNDES (Foto: Reprodução/NBR)Mantega deu declarações na CPI do BNDES (Foto: Reprodução/NBR)

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega afirmou nesta terça-feira (27) que não se arrepende de nenhuma decisão tomada à frente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ele presidiu a instituição de novembro de 2004 a março de 2006.

Mantega presta depoimento nesta tarde na CPI do BNDES, na Câmara dos Deputados, em Brasília. O ex-ministro disse ainda que presidiu a instituição por um período “muito curto”, num momento em que o BNDES movimentava um volume menor de recursos.

“Não me arrependo e não me lembro de nenhuma decisão que tenha causado prejuízo para o BNDES. (...) Não vejo nenhum sinal de algo que tenha prejudicado o banco”, afirmou Mantega, que foi ministro da Fazenda de 2006 a 2014.

Irregularidades em contratos
Desde agosto, a CPI investiga contratos de financiamento do BNDES com empresas citadas na Operação Lava Jato, que apura um esquema de corrupção na Petrobras, e com países como Cuba e Angola.

Questionado pelo deputado Miguel Haddad (PSDB-SP) se tinha conhecimento dos desvios, Mantega respondeu que os empréstimos em discussão foram liberados no período em que ele não estava à frente da instituição. O ex-ministro disse acreditar, porém, que a liberação tenha sido realizada de forma regular.

“Tenho certeza que quando ele [o BNDES] liberou o dinheiro, estavam todas as condições corretas e adequadas para isso”, declarou.
Crise econômica
O ex-ministro também defendeu a importância do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), criado em 2009 pela instituição, como forma de evitar os efeitos da crise econômica internacional. De acordo com ele, o total de recursos emprestado pelo banco no âmbito do PSI foi de R$ 365 bilhões, entre 2009 e 2015.

“Nós conseguimos aumentar o PIB, aumentar o emprego e aumentar o investimento com esse programa”, justificou.

Perguntado sobre facilidades nas taxas cobradas, Mantega disse que, se não houvesse um estímulo atrativo aos empresários, o investimento não teria ocorrido no período. O ex-ministro também reconheceu que o Brasil costuma adotar taxas de juros mais altas do que em outros países, o que, na visão dele, deve melhorar “nos próximos anos”.

Para Mantega, 2015 será “o pior ano” para os países emergentes, em decorrência da desaceleração econômica da China. Ainda assim, o ex-ministro disse acreditar que o Brasil tenha condições de superar esse cenário e voltar a crescer “a taxas melhores”.


Débora Cruz Do G1, em Brasília

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