Substituído na Casa Civil por Jaques Wagner, o ministro Aloizio
Mercadante - à frente do Ministério da Educação pela segunda vez -
afirmou nesta terça-feira, 27, que a relação do governo com os partidos
aliados no Congresso ficou melhor após a reforma ministerial da
presidente Dilma Rousseff.
"Tenho certeza que isso vai melhorar. E espero que a Educação também.
Estou bastante motivado pela pasta que tenho", disse Mercadante, que
participou de encontro com o governador Rui Costa e secretários de
Educação do Nordeste para debater ações do ministério na região.
Enquanto esteve na Casa Civil, Mercadante foi alvo de críticas,
inclusive de segmentos do PT, sobre sua atuação no diálogo com os
aliados. Ao considerar que a relação do petista com o Congresso já
estava muito desgastada, Dilma decidiu retirá-lo da Casa Civil,
atendendo a uma sugestão do ex-presidente Lula.
Ao comentar a troca de pasta, o ministro disse que saiu "da posição de
goleiro" e passou para a de "centroavante". "Meu negócio é fazer gol.
Não vou ficar lá só segurando bola no gol, não", completou.
Pesquisas
Ao ser questionado sobre o resultado da última pesquisa CNT/MDA que
mediu a popularidade de Dilma, o ministro disse apenas que o governo
"melhorou, mas ainda é pouco".
Pelo levantamento, 70% dos brasileiros consideram o governo Dilma ruim
ou péssimo. Na pesquisa anterior, o número era de 70,9%. A avaliação
positiva, por sua vez, subiu de 7,7% para 8,8%.
Mercadante se concentrou, no entanto, na pesquisa Ibope divulgada no
dia anterior, que mediu a rejeição de possíveis candidatos presidenciais
em 2018. Para ele, o levantamento foi "um recado para todos os
políticos de todos os partidos". "Eu vi uma outra pesquisa sobre
candidaturas a presidente. De todos os nomes testados, inclusive da
oposição, metade do povo não vota neles", declarou Mercadante.
O levantamento questionou em quem os eleitores não votariam "de jeito
nenhum" deu empate técnico: Lula (PT) tem 55% de rejeição. Em seguida,
vieram José Serra (PSDB), com 54%, Geraldo Alckmin (PSDB), com 52%, e
Ciro Gomes (PDT), com 52%.
Ajuste fiscal e CPMF
Mercadante defendeu ainda a necessidade de aprovação, pelo Congresso,
do ajuste fiscal como forma de lutar contra a crise. "Precisamos
resolver esse problema fiscal, que é por onde nós vamos superar as
dificuldades. Se tivermos equilíbrio nas contas públicas, podemos baixar
os juros, o crédito fica mais barato, as pessoas podem consumir mais e
retomar o crescimento e o emprego", disse.
A favor do retorno da CPMF, o ministro afirmou que o imposto é "fácil
de arrecadar e ninguém consegue sonegar". "Ela pega o caixa 2 das
empresas, por isso que os empresários não querem. É como injeção,
ninguém gosta de tomar, mas tem que fazer, de vez em quando", comparou.
Rodrigo Aguiar
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