Os dois corpos estão separados por uma
distância equivalente a 6,9 mil unidades astronômicas, ou seja, 0,1 ano
luz ou um trilhão de quilômetros, segundo um comunicado da universidade.
Esta distância é “aproximadamente três vezes superior” à do que era considerado, até agora, o maior sistema solar existente.
O planeta, conhecido como 2MASS
J2126-8140, leva cerca de um milhão de anos terrestres para completar
uma volta em torno da estrela anã chamada TYC 9486-927-1.
O planeta formado por gás tem massa 12 a 15 vezes superior à de Júpiter.
“Surpreendeu-nos muito encontrar um
objeto de massa baixa [o planeta] tão longe da sua estrela mãe”,
comentou Simon Murphy, da Faculdade de Astronomia e Astrofísica da
universidade australiana.
O astrônomo Murphy e seus colegas
notaram a relação entre o planeta e a estrela após perceberem que os
dois astros se localizavam a 100 anos-luz da Terra. Análises seguintes
mostraram que eles se moviam juntos.
Cientistas não sabem ao certo como o
sistema solar pode ter se formado. “Não é provável que ele tenha se
formado como o nosso sistema solar, de um grande disco de poeira e gás”,
disse Murphy.
A equipe de cientistas acredita que o
sistema solar seja relativamente jovem e tenha surgido entre 10 a 45
milhões de anos atrás, em comparação com o nosso sistema solar, que tem
cerca de 4,5 bilhões de anos. (Com as agências internacionais)
UOL
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