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MSN - Não foi desta vez que o Palmeiras conseguiu se encontrar e
afastar o mau momento. Novamente sem demonstrar um bom futebol e com
problemas para reagir quando sai em desvantagem, o time alviverde caiu
para o Red Bull, por 2 a 1, no Pacaembu, pelo Campeonato Paulista, e
perdeu a terceira seguida. Thiago Galhardo e Roger marcaram para os
visitantes, e Alecsandro descontou para o clube da capital.
Não
bastasse a situação em campo, a equipe comandada por Cuca ainda teve
que aguentar um forte protesto da torcida e foi duramente vaiada no
intervalo e no fim do jogo.
Somando
Libertadores e Paulistão, os palmeirenses foram derrotados por
Nacional-URU, Audax e agora o Red Bull. A equipe ainda não venceu desde
que o técnico Cuca assumiu o comando.
Com
o resultado, o Palmeiras perdeu a chance de assumir o primeiro lugar do
grupo B e permaneceu com 15 pontos, na vice-liderança, atrás do Ituano.
O Red Bull é o segundo no grupo D, com 19 pontos, atrás do Corinthians,
que soma 26.
Polêmica
Dudu foi substituído aos
nove minutos do primeiro tempo. O atacante sentiu a coxa e deu lugar a
Allione. No entanto, o jogador se irritou com a velocidade da
substituição e foi para o intervalo reclamando.
"Acho
que sim (dava para continuar). Tem opção do treinador. Fazer o quê?
Paciência. Os médicos não tem nada a ver. Nem deu tempo dele me
examinar. É ter tranquilidade", disse ao Premiere.
Na volta para o intervalo, Cuca disse que o jogador não tinha como permanecer em campo.
"O jogador estava mancando, caiu, no chão. Eu tava falando com o doutor e ele não tinha condição.
Protesto
A torcida alviverde também protestou antes da partida. Uma das organizadas levantou faixas questionando a situação do clube.
"Cade o dinheiro da Crefisa?", "Cade o dinheiro do Avanti?" e "Elenco de Série B" eram as faixas exibidas nas arquibancadas.
O jogo
O
Palmeiras veio com a disposição tática treinada, com Dudu e Erik aberto
nas pontas e Rafael Marques como referência, mas mexendo-se na frente.
Mas não havia organização. Lucas é o símbolo desse momento do time,
largando a lateral direita e forçando algum colega a correr para
cobri-lo - até o atacante Erik precisou fazer isso.
O
Red Bull atuou como se previa, esperando o contra-ataque, e Cuca não
teve paciência com a estratégia que montou. Bastou Dudu ficar no chão
reclamando de dores e, com menos de dez minutos, ser trocado por
Allione. Talvez, a expectativa era de que a atuação melhoraria com um
jogador a mais no meio-campo e Robinho mais solto. Longe disso.
O
Palmeiras não acertava nada, assim como Robinho. A defesa era um risco a
cardíacos. Chegou a ficar minutos abrindo mão de chutão e sofrendo
pressão do rival até que o goleiro Fernando Prass precisou correr até a
lateral para interromper a jogada. Na frente, o time não finalizava e,
em rara aparição no ataque, Allione saiu diante do goleiro, abdicou de
chutar e errou o passe para Erik, aos 28 minutos.
O
pior, realmente, estava por vir. Com justiça à bagunça da equipe
alviverde. Aos 39 minutos, Rafael Marques ficou caído na área pedindo
pênalti, assim como a torcida e o time. Melhor para o Red Bull. Na
sequência da jogada, Thiago Galhardo partiu do meio-campo e driblou Edu
Dracena e Prass antes de abrir o placar.
Rafael
Marques chegou a discutir com zagueiros adversários e o árbitro, ainda
cobrando o pênalti. Uma clara demonstração do nervosismo que a equipe
campineira soube aproveitar de forma eficiente, mais uma vez, aos 44
minutos. Após cobrança de escanteio, Arouca largou o centroavante Roger
sozinho, na pequena área, sem a necessidade nem de pular para testar a
bola na rede palmeirense.
Os
protestos se intensificaram, chamando o time de "sem vergonha" e
xingando Paulo Nobre e Alexandre Mattos. No intervalo, houve aglomeração
em um dos portões internos do Pacaembu para xingar os dirigentes
olhando para o camarote deles. E o time seguia para o intervalo ainda
sem Dudu entender sua substituição.
Cuca
voltou com Alecsandro no lugar do volante Jean, partindo para ser a
referência enquanto Rafael Marques sairia mais da área. Robinho pouco
precisou ser volante, já que o Red Bull raramente atacava, mas, como
meia, o jogador continuava acumulando irritantes erros de passe.
Mais
uma vez, Cuca quis preencher o meio-campo, trocando o atacante Erik
pelo veterano Zé Roberto. O time continuou ocupando o campo adversário e
levou perigo em cobrança de falta de Egídio no travessão, aos 12
minutos. Mas Prass ainda precisou trabalhar, saindo nos pés de Misael na
grande área em tabela que teve toque de letra de Roger, centroavante
que passou no Palmeiras sem deixar saudades na década passada.
Aos
14, uma esperança para o Palmeiras, ainda que com mais um erro de
Robinho. Rafael Marques lançou para Allione, que desviou de cabeça para a
área e Robinho furou, mas Alecsandro chegou de trás, enchendo o pé para
descontar.
O
problema é que foi só, e o time ainda terminou o jogo com um a menos
porque Vitor Hugo ficou zonzo após um choque nos minutos finais.
FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 1 X 2 RED BULL
Local: Estádio do Pacaembu, em São Paulo (SP)
Data: 24 de março de 2016, quinta-feira
Horário: 20h30 (de Brasília)
Público: 14.395 pagantes
Renda: R$ 284.805,00
Árbitro: Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral (SP)
Assistentes: Herman Brumel Vani e Mauro André de Freitas (ambos de SP)
Cartões amarelos: Alecsandro (Palmeiras); Diego Sacoman, Maylson e Roger (Red Bull)
Gols: PALMEIRAS: Alecsandro, aos 14 minutos do segundo tempo
RED BULL: Thiago Galhardo, aos 39, e Roger, aos 44 minutos do primeiro tempo
PALMEIRAS: Fernando
Prass; Lucas, Edu Dracena, Vitor Hugo e Egídio; Arouca, Jean
(Alecsandro) e Robinho; Dudu (Allione), Erik (Zé Roberto) e Rafael
Marques. Técnico: Cuca
RED BULL:
Saulo; Everton Silva, Anderson Marques, Diego Sacoman e Breno Lopes;
Nando Carandina, Maylson e Thiago Galhardo (Rafael Costa); Edmilson
(William Rocha), Misael (Luan) e Roger. Técnico: Maurício Barbieri
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